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Sem muitas prisões, Senado abre pregão para obter 630 algemas

Por não ter largo histórico de presos, a quantidade de itens chama a atenção

Longe de ter um largo histórico de prisões – a última delas foi registrada no dia 7 de julho deste ano, no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 -, o Senado Federal abriu nesta quarta-feira (13) um pregão eletrônico destinado a adquirir 630 algemas para uso da Secretaria de Polícia do Senado Federal (Spol)

De acordo com a minuta do certame, está prevista a compra de 500 unidades de algema descartável, uma espécie de lacre, e de outras 130 unidades de algema metálica, no formato tradicional utilizado pelas forças de segurança no Brasil e no mundo.


Pregão prevê compra de 630 algemas Foto,Reprodução,Senado

O pregão, que também inclui a compra de 130 porta-algemas e 250 óculos de proteção individual, tem como estimativa um valor de R$ 32.868,80. Esse é o primeiro pregão para aquisição dos equipamentos de segurança aberto pela Casa desde 2008, ano em que o Senado passou a dar publicidade às licitações.

Apesar de não ser uma quantia vultosa, o que chama mesmo a atenção no pregão é a quantidade de algemas que será adquirida, já que a segurança do Senado não possui um número alto de prisões em flagrante ou de detenções de potenciais ameaças à segurança, o que exigiria a utilização do item.

Para se ter uma ideia, a última prisão registrada pelo Senado Federal, em 7 de julho deste ano, do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, acusado pelo presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), de prestar falso testemunho ao colegiado, sequer precisou do uso de algemas.

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