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Alcolumbre sabia do esquema de rachadinhas, diz revista

Senador foi acusado de se apropriar do salário de ex-funcionárias

Em novo capítulo da denúncia de que o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) praticava o esquema de “rachadinha” em seu gabinete, a revista Veja publicou reportagem confirmando que o ex-presidente do Senado tinha conhecimento da prática de contratar funcionários fantasmas e reter parte de seus salários.

Segundo relato de Marina Ramos Brito dos Santos, de 33 anos, que foi contratada como assessora do senador em janeiro de 2016, Alcolumbre sabia do esquema que ocorria em seu gabinete. A mulher tinha salário de R$ 14 mil em folha, mas só recebia R$ 1.350.

A informação contradiz a declaração do senador, que negou ter conhecimento do assunto, e afirmou que o responsável por assuntos administrativos era o seu então chefe de gabinete, Paulo Boudens.

– Ele estava a par de tudo. Sempre que eu ia lá resolver problemas das meninas, o Paulinho [Boudens] ligava para o senador na minha frente: ‘as meninas estão fazendo isso’ – lembrou à Veja.

Ainda segundo a mulher, poucas pessoas sabiam do esquema em andamento. A prática consistia em abrir uma conta no banco após a contratação, e entregar a senha e o cartão para que pessoas da confiança do senador fizessem transferências e saques.

– O senador me falou que eu não era capacitada para o emprego, que não tinha curso superior, mas que iria me ajudar. Ele disse assim: ‘Eu te ajudo e você me ajuda’ – relatou.

Segundo a revista Veja, o esquema durou cerca de quatro anos e gerou um rombo de mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos.

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