“Congresso está comprometido com a solidez fiscal do país”

Afirmação foi feita pelo presidente da Câmara, Arthur Lira
Presidente Da Câmara, Arthur Lira Foto,Agência Brasil,Fabio Pozzebom Presidente Da Câmara, Arthur Lira Foto,Agência Brasil,Fabio Pozzebom
Presidente Da Câmara, Arthur Lira Foto,Agência Brasil,Fabio Pozzebom

Afirmação foi feita pelo presidente da Câmara, Arthur Lira

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse estar comprometido com a solidez fiscal do país e afirmou que isso é um pilar da democracia brasileira. Ele reconheceu que inflação, câmbio e juros afetam diretamente a vida da população.

A fala, publicada em sua conta no Twitter, vem depois da saída de membros da equipe econômica após uma mudança na regra do teto de gastos, feita para acomodar o aumento de despesas decorrente do reajuste do Bolsa Família e de um auxílio diesel para caminhoneiros autônomos.

– Estamos comprometidos com a solidez fiscal do País. É um pilar importante de nossa democracia. Dados os fatos dos últimos dias, temos convicção de que precisamos da união de todos os poderes para solucionarmos mais este impasse. Inflação, câmbio e juros afetam diretamente a vida da população – disse.

Na última segunda-feira (18), antes da guinada na política econômica, Lira disse que não se pode “pensar só em teto de gastos e responsabilidade fiscal” em detrimento da população, que tem sofrido com a disparada de preços e os efeitos econômicos e sociais da pandemia de Covid-19.

A fala foi interpretada como um aval de Lira ao presidente Jair Bolsonaro e à ala política do governo, que defendia medidas de apoio à população mais pobre mesmo que elas comprometessem a solidez fiscal. A equipe de Guedes, por sua vez, tentava barrar qualquer programa fora do teto de gastos – a regra que limita o avanço das despesas à variação da inflação.

Ontem, 21, a comissão especial da Câmara aprovou a Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios, que adia o pagamento de parte das dívidas judiciais do governo e altera a regra de correção do teto de gastos. Combinadas, as mudanças vão abrir R$ 83,6 bilhões no teto em 2022, segundo cálculos do governo revelados pelo Broadcast, um espaço à disposição no ano em que o presidente buscará a reeleição.

A PEC, que foi tema de discussões no Judiciário e no Legislativo, deve ser votada pelo plenário da Câmara na próxima semana.


Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *