Líder oposicionista critica ação do PT e compara com ocupação da Mesa do Senado comandada por Lindbergh e Gleisi no passado
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), reagiu nesta segunda-feira (11) à decisão do líder do PT, Lindbergh Farias, de apresentar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação contra parlamentares oposicionistas que ocuparam a Mesa Diretora na última quarta-feira (6).
Zucco classificou a denúncia como “infundada” e acusou Lindbergh de atuar como “verdadeiro agente de uma ditadura”, servindo como “um leva e traz a serviço de um Judiciário que persegue seletivamente a direita”.
Comparação com ocupação no Senado
Zucco afirmou que há hipocrisia na postura do petista, lembrando que, no passado, Lindbergh e sua companheira, a presidente do PT Gleisi Hoffmann, lideraram ocupação da Mesa Diretora do Senado Federal em episódio semelhante, sem que houvesse indignação ou acusações de atos antidemocráticos.
Segundo o parlamentar,
“A oposição seguirá firme na defesa da liberdade, da democracia e do direito legítimo de manifestação parlamentar, sem se curvar às ameaças e perseguições daqueles que, no passado, usaram e abusaram das mesmas estratégias que hoje tentam criminalizar.”
Contexto da ocupação
A ocupação da Mesa teve início na terça-feira (5) e terminou na noite de quarta-feira (6), como forma de protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), contra a atuação do ministro do STF Alexandre de Moraes, e para pressionar a Câmara a votar o projeto de lei da anistia e a PEC que extingue o foro privilegiado de parlamentares.
Posição de Lindbergh
Ao anunciar a representação à PGR, Lindbergh declarou:
“Para nós, o que houve aqui na semana passada foi a continuidade do 8 de janeiro, foi o 8 de janeiro dos engravatados. É a continuidade da tentativa de golpe, é a mesma coisa. Um ataque sistemático às instituições.”
O petista também criticou a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro, afirmando que, de fora do Brasil, ele se alia a países estrangeiros para atacar o STF e as instituições brasileiras. Para Lindbergh, paralisar atividades legislativas é mais um passo na suposta continuidade do golpe.
Situação na PGR
Até o momento, não há decisão da Procuradoria-Geral da República sobre a representação apresentada pelo líder do PT.
Poha lindinho, vai procurar o que fazer, vai passear com a Gleisinha Narizinho e para de encher o saco, faca alguma coisa produtiva pelo bem di Brasil…