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Zambelli: “Forças Armadas já tiveram comandantes melhores”

Deputada foi citada por participação no que seria uma “tentativa de golpe de Estado”

Depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) levantou o sigilo dos depoimentos de militares e políticos à Polícia Federal (PF) sobre o que chamam de “tentativa de golpe de Estado”, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi mencionada pelo ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior. No seu depoimento à PF, ele afirmou que a parlamentar o procurou durante as discussões de um suposto complô para manter o ex-presidente no cargo.

Ao militar, Carla teria feito o seguinte pedido:

“Brigadeiro, o senhor não pode deixar o presidente Bolsonaro na mão.”

Segundo o relato do militar, ele respondeu:

Conforme o relato do militar, ele respondeu:

“Deputada, entendi o que a senhora está falando e não admito que a senhora proponha qualquer ilegalidade.”

O brigadeiro informou que havia apresentado o pedido ao seu superior, o antigo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira. Nogueira também mencionou que Zambelli havia se aproximado dele com o mesmo pedido.

Não apenas Baptista Júnior, mas também Freire Gomes, ex-comandante do Exército, relatou pressões para que os militares apoiassem uma tentativa de ruptura. Foi mencionado por Baptista Júnior que se a proposta fosse prosseguida, Freire Gomes teria ameaçado prender Bolsonaro.

Devido às alegações, Zambelli recorreu às suas redes sociais na sexta-feira (15) para abordar a questão. Na sua plataforma social X, ela afirmou:

“Eu não sabia que generais de alta patente aceitavam pressão de uma deputada de baixo clero. Nossas Forças Armadas já tiveram comandantes melhores. Triste.”

LEIA ÍNTEGRA DA NOTA DA DEFESA DE CARLA ZAMBELLI:
A deputada Carla Zambelli, atualmente em licença por motivos de saúde, através de sua defesa, esclarece que DESCONHECE os fatos envolvendo essa minuta, reiterando que igualmente jamais anuiria, pediria ou solicitaria algo irregular, imoral ou ilícito. Ademais, não se recorda desse fato reportado e se, porventura, pediu acolhimento, o fez por causa da derrota nas eleições, apoio que seria perfeitamente plausível naquele momento.

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