Notícias

Vitamina pode reverter gordura no fígado

Estudo revela que vitamina B3 pode reduzir gordura no fígado ao atuar em mecanismo genético ligado à doença.

Descoberta aponta caminho acessível e inovador contra a esteatose hepática

Uma investigação recente trouxe novas perspectivas para o combate à esteatose hepática — condição popularmente conhecida como gordura no fígado — que atinge aproximadamente 30% da população mundial. Apesar da alta prevalência, ainda faltam tratamentos eficazes. Agora, cientistas indicam que uma alternativa simples pode estar ao alcance: a vitamina B3.

O estudo, publicado em 2025 na revista Metabolism: Clinical and Experimental por Yo Han Lee e equipe, identificou um mecanismo molecular determinante no avanço da doença. A pesquisa destaca o papel de um pequeno regulador genético chamado miR-93, que influencia diretamente o acúmulo de gordura no fígado.

Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão

Entre no grupo

O papel do miR-93 no desenvolvimento da doença

Um regulador genético que atua como “interruptor” metabólico

O miR-93 é um microRNA responsável por controlar a atividade de genes nas células do fígado. Os pesquisadores observaram que níveis elevados dessa molécula estão ligados a diversos efeitos prejudiciais:

  • Maior acúmulo de gordura hepática
  • Intensificação da inflamação no fígado
  • Desenvolvimento de fibrose (cicatrização do tecido hepático)

Esse impacto ocorre porque o miR-93 reduz a მოქმედação do gene SIRT1, essencial para o metabolismo adequado de gorduras. Sem essa regulação eficiente, o fígado perde a capacidade de processar lipídios corretamente, o que contribui para a progressão da doença.


Redução do miR-93 melhora a saúde do fígado

Para aprofundar a análise, os cientistas realizaram experimentos com manipulação genética. Os resultados indicaram mudanças significativas quando os níveis de miR-93 foram reduzidos:

  • Diminuição do acúmulo de gordura no fígado
  • Melhora na sensibilidade à insulina
  • Otimização da função hepática como um todo

Por outro lado, o aumento dessa molécula agravou os danos metabólicos, reforçando sua influência direta na evolução da esteatose hepática.


Vitamina B3 surge como candidata promissora

Substância comum mostrou efeitos relevantes nos testes

Durante a busca por possíveis tratamentos, os pesquisadores analisaram cerca de 150 compostos já aprovados para uso clínico. Entre eles, a niacina — forma da vitamina B3 — apresentou resultados expressivos.

Os efeitos observados incluem:

  • Redução significativa dos níveis de miR-93
  • Aumento da atividade do gene SIRT1
  • Melhora no metabolismo de gorduras no fígado

Com essas alterações, o órgão passou a funcionar de forma mais equilibrada, reduzindo o acúmulo de gordura e melhorando o perfil metabólico.


Por que a descoberta chama atenção

A principal vantagem dessa abordagem está no fato de a vitamina B3 já ser amplamente utilizada na prática médica, especialmente para controle de lipídios no sangue.

Isso pode trazer benefícios importantes:

  • Possibilidade de reaproveitamento de um composto seguro
  • Desenvolvimento mais rápido de novas terapias
  • Uso combinado com outros tratamentos

Além disso, o estudo reforça a importância de estratégias que atuem diretamente nos mecanismos moleculares da doença, tornando as intervenções mais precisas.


Próximos passos da pesquisa

Embora os resultados sejam considerados promissores, ainda é necessário validar a eficácia e a segurança dessa abordagem em estudos com seres humanos.

Mesmo assim, a descoberta reforça uma ideia central: compreender os processos internos da doença pode abrir caminho para soluções simples, acessíveis e potencialmente eficazes.



Publicidade

Participe da conversa

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.