Justiça

Vídeo: Juiz é flagrado bebendo vinho direto da garrafa durante julgamento por videoconferência; TJ-MG abre investigação

Juiz do TJ-MG foi flagrado bebendo vinho da garrafa durante julgamento por videoconferência e agora é investigado pela Corregedoria do tribunal

Magistrado apareceu de bermuda e chegou a acender cigarro durante sessão virtual na segunda instância do tribunal mineiro

Imagens captadas pela Record Minas registraram o momento em que o juiz Milton Lívio Lemos Salles virou uma garrafa de durante uma sessão de conduzida por videoconferência na segunda-feira, 10. Nas mesmas gravações, o magistrado aparece vestindo bermuda e acendendo um cigarro enquanto a seguia em andamento.

Atuação do magistrado no Judiciário mineiro

Desde 2023, Milton Lívio Lemos Salles atua na segunda instância do . Antes disso, o juiz exerceu suas funções em comarcas de Brumadinho, Araçuaí e Montes Claros. O Portal Terra informou que tenta localizar o magistrado para obter um posicionamento.

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Providências adotadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Ao tomar conhecimento do episódio, o tribunal agiu de forma imediata. Em nota enviada ao Terra, o TJ-MG declarou: “O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), tão logo ciente dos fatos, solicitou imediata e rigorosa apuração, mediante instauração de procedimento para eventual constatação de falta funcional junto à -Geral de Justiça e ao Órgão Especial do Judiciário estadual mineiro”.

A Corregedoria-Geral de Justiça também se manifestou, confirmando que encaminhará o caso para apreciação do Órgão Especial do Tribunal na quarta-feira, 12.

O que dizem as normas sobre a conduta de magistrados

A legislação brasileira impõe padrões claros de comportamento aos membros do Judiciário. O artigo 35, inciso VIII, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional determina que o juiz deve “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”.

Regras específicas para audiências virtuais

Além das disposições gerais, a Resolução CNJ nº 465/2022, do Conselho Nacional de Justiça, estabelece diretrizes para sessões realizadas por videoconferência. Segundo a norma, o magistrado deve utilizar vestimenta adequada — como terno ou toga — e garantir que sua imagem guarde relação com a sala de audiências, o fórum local ou o tribunal ao qual pertença.


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