Presidente Rodrigo Chaves anuncia rompimento diplomático e critica duramente o governo cubano
O governo da Costa Rica decidiu expulsar diplomatas de Cuba e encerrar as representações diplomáticas entre os dois países. A medida foi anunciada pelo presidente Rodrigo Chaves durante um evento realizado na quarta-feira (18).
Além da retirada dos representantes cubanos em San José, o governo costarriquenho também determinou o fechamento de sua própria embaixada em Havana, formalizando o rompimento diplomático.
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Declarações citam repressão e falta de legitimidade
Ao justificar a decisão, Rodrigo Chaves afirmou que seu governo não reconhece a legitimidade do regime cubano, citando denúncias de repressão e violações de direitos.
“O Governo da Costa Rica não reconhece a legitimidade do regime comunista em Cuba, tendo em vista os maus-tratos, a repressão e as condições indignas que têm os habitantes dessa bela ilha. […] É preciso limpar hemisfério dos comunistas […], não vamos dar legitimidade ao regime que oprime e tortura quase dez milhões de cubanos hoje”, afirmou o presidente do país da América Central.
Alinhamento político e contexto regional
Rodrigo Chaves é considerado aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integra um campo político de direita na região. Sua sucessora eleita, Laura Fernández, venceu as eleições em fevereiro e deve tomar posse no dia 8 de maio.
A decisão da Costa Rica ocorre poucos dias após medida semelhante adotada pelo Equador, cujo presidente, Daniel Noboa, declarou o embaixador cubano Basilio Gutiérrez e outros diplomatas como “persona non grata”, determinando sua expulsão.
Declaração final reforça ruptura
Durante o anúncio, Chaves reforçou o tom duro contra o governo cubano e deixou clara a ruptura entre os países.
“Levem seus diplomatas!”, foi a mensagem final do presidente costarriquenho, para a ditadura comunista de Cuba.