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Viana exige provas do STF sobre vazamentos e rebate críticas de Gilmar Mendes à CPMI.

Viana exige provas do STF sobre vazamentos e rebate críticas de Gilmar Mendes à CPMI.

Presidente da comissão reage a falas de Gilmar Mendes e cobra identificação de responsáveis

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito () do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta sexta-feira, 27, que as acusações feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sobre supostos vazamentos de informações sigilosas precisam ser comprovadas.

Segundo o parlamentar, a declaração do ministro causou estranhamento dentro da comissão. “É uma fala que estranha muito”, disse Viana. “Dizer que os vazamentos vieram dessa comissão sem apontar quem vazou. Porque da mesma maneira que nos disseram que nós, como investigadores, temos que agir como juízes, também quem é juiz tem que agir dentro do que diz a legislação.”

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Senador defende atuação da comissão e cobra equilíbrio institucional

Viana ressaltou que a condução da CPMI ocorreu com responsabilidade e respeito às instituições, inclusive ao próprio STF.

De acordo com ele, ao ser notificado pela Corte, tomou medidas imediatas, como o fechamento da chamada sala-cofre. O senador também reforçou que cabe ao ministro indicar quem teria sido responsável pelos vazamentos.

“Isso fica muito ruim na relação nossa de parlamentares com o próprio Supremo”, afirmou.

Investigação interna pode ser aberta, diz Viana

O presidente da CPMI destacou que, caso seja confirmada qualquer irregularidade envolvendo informações sigilosas, haverá apuração formal.

“Se houver qualquer vazamento de informações que estiveram na sala-cofre, se houver isso, há uma investigação que está em curso”, declarou. “A polícia do tem a ordem de abrir uma investigação para identificar de onde veio. Mas até o momento não houve qualquer manifestação nesse sentido.”

Damares critica fala de Gilmar e defende assessores

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também reagiu às declarações do ministro do STF e classificou o posicionamento como desrespeitoso.

Segundo ela, a acusação generaliza de forma injusta o trabalho de servidores ligados à comissão.

“A acusação de Mendes joga na vala a história de profissionais, de homens e mulheres honrados que nós temos aqui nos servindo todos os dias”, afirmou.

Damares ainda criticou diretamente o tom utilizado por Gilmar Mendes:

“O ministro Gilmar não tinha o direito de jogar todos os nossos assessores numa vala de lama, especialmente as meninas mulheres assessoras dessa casa”, disse. “Eu precisava fazer esse registro para honrar o trabalho de nossos fiéis assessores que deram a vida por essa CPMI.”

Ministro do STF apontou condutas inadequadas

As críticas surgem após declarações de Gilmar Mendes durante julgamento sobre a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS.

Na ocasião, o ministro afirmou que haveria comportamento inadequado envolvendo o acesso à sala-cofre e a divulgação de informações que não teriam relação direta com a investigação.

“Tem pessoas já velhas, com mais de 60 anos entrando na sala-cofre para depois ficar contando coisa que nada tem a ver com a investigação. Isso é indigno”, disse.

Gilmar também destacou impactos institucionais das supostas práticas:

“Não é bom para os senhores, para o parlamento, para as instituições. Os senhores não pediram desculpas ainda por esse episódio lamentável”.


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Debate editorial

1 comentário

  1. Quem acusa que prove ou arque com a mentira produzida. Isto deveria ser aplicado tambem ao horda esquerdista.

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