Ditadura de Maduro impôs restrição de 48 horas ao acesso de jornalistas à região de La Guaira sob pretexto sanitário
Vídeos gravados na região mais devastada pelos terremotos na Venezuela vinham mostrando moradores confrontando militares e exigindo maior empenho no salvamento de pessoas soterradas. A crescente insatisfação popular com a resposta das autoridades diante da tragédia antecedeu diretamente a medida tomada pelo governo contra a imprensa.
Restrição ao acesso jornalístico
O governo venezuelano determinou a suspensão, por 48 horas, do acesso organizado de jornalistas à região de La Guaira, epicentro do desastre. A alegação oficial é de que a medida segue uma “recomendação sanitária” e tem como objetivo impedir interferências em uma fase considerada decisiva das operações de resgate de sobreviventes.
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Como funcionava o acesso antes da proibição
Até o momento da restrição, profissionais de imprensa eram transportados à área em ônibus organizados pelo Ministério da Comunicação, com capacidade para cerca de 90 vagas diárias. De acordo com fontes ligadas ao governo, repórteres ainda poderão tentar alcançar a região por meios próprios, mas correm o risco de ser impedidos nos bloqueios montados pelas autoridades.
Denúncias motivaram a decisão
A suspensão do acesso aconteceu na esteira de uma série de denúncias feitas por moradores e equipes de reportagem. Os relatos apontam abandono de vítimas, lentidão nos resgates e falta de segurança nas áreas mais atingidas pelo terremoto. A dimensão do desastre tem intensificado as cobranças contra as autoridades venezuelanas.