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Venezuela bloqueia espaço aéreo para impedir retorno de María Corina Machado ao país

Ditadura de Nicolás Maduro fechou o espaço aéreo da Venezuela para impedir o retorno de María Corina Machado durante crise humanitária após terremotos devastadores

Regime de Nicolás Maduro restringiu voos internacionais até 7 de julho, enquanto país enfrenta crise humanitária após terremotos devastadores

Uma crise humanitária sem precedentes assola a Venezuela desde a última quarta-feira, 24, quando dois abalos sísmicos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o país. Os tremores derrubaram dezenas de edifícios na capital Caracas e no estado de La Guaira, deixando um rastro de destruição. O balanço oficial aponta 1,7 mil mortes confirmadas e 5 mil feridos. Entidades civis estimam que o número de desaparecidos já ultrapassa 40 mil pessoas.

É nesse cenário de tragédia que a ditadura de decidiu fechar completamente o espaço aéreo do país. A partiu da própria líder opositora María Corina Machado, que se pronunciou nesta segunda-feira, 29, por meio de suas redes sociais. Segundo ela, a manobra do regime tem como objetivo real impedir seu retorno ao território venezuelano.

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Confirmação internacional do bloqueio aéreo

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) ratificou a informação. De acordo com o órgão americano, as autoridades de Caracas emitiram um alerta oficial restringindo todos os pousos e decolagens internacionais no país caribenho. O bloqueio total dos voos permanecerá em vigor até o dia 7 de julho, sob o pretexto de controle interno. O palácio presidencial venezuelano não se manifestou sobre as acusações de perseguição política até o momento.

Oposicionista tentava voltar para acompanhar resgates

María Corina Machado explicou em vídeo publicado nas redes sociais que planejava pousar na Venezuela assim que tomou conhecimento da destruição provocada pela sequência de fortes . Horas antes do pronunciamento, a ex-deputada havia declarado que sentia a obrigação moral de retornar ao país para prestar solidariedade à população afetada pelas perdas civis e estruturais nas cidades atingidas.

No mesmo vídeo, a líder da afirmou que o regime tenta isolar os venezuelanos e barrar a chegada de voluntários estrangeiros dispostos a colaborar com as buscas por sobreviventes nos escombros.

Clandestinidade, exílio e Prêmio Nobel da Paz

A trajetória recente de María Corina Machado é marcada por perseguição. A ditadura proibiu a ativista de disputar as eleições presidenciais de 2024 contra o ditador Nicolás Maduro. Forçada a se esconder, ela passou meses na clandestinidade no interior da Venezuela, fugindo das ordens de emitidas contra aliados.

Em dezembro do ano passado, a opositora deixou o país por meio de uma operação secreta organizada pelo governo dos Estados Unidos. O objetivo era permitir que ela recebesse o Prêmio Nobel da Paz na Noruega.

Pressão pelo retorno e mudanças no cenário político

Nas últimas semanas, María Corina Machado havia intensificado as manifestações públicas sobre seu desejo de retomar o trabalho de base em solo venezuelano. O movimento ganhou ainda mais força após a destituição e captura do ex-presidente do país. A líder liberal insiste que a mudança no cenário político regional exige a presença das forças democráticas na linha de frente em Caracas.


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