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Trump quer eliminar CV e PCC, afirma porta-voz do Departamento de Estado dos EUA

Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que Trump busca eliminar CV e PCC, mas descartou qualquer ação militar no Brasil

Diplomata Amanda Roberson descartou qualquer possibilidade de ação militar no Brasil e detalhou as consequências práticas da designação terrorista

As facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) integram uma lista de 17 organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas estrangeiras. A informação foi confirmada pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, que explicou o alcance da medida em entrevista à CNN Brasil.

Estratégia ampla na região

Segundo a diplomata, a dos dois grupos na lista faz parte de um plano mais abrangente do governo norte-americano para a região. Amanda Roberson declarou que o presidente Donald pretende ir além da simples classificação.

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Entre no grupo

“As designações do CV e do PCC são parte de uma ampla estratégia que Trump está trabalhando na região. Esses dois grupos fazem parte de 17 grupos criminosos designados como organizações terroristas estrangeiras. O presidente Trump está atuando para eliminar esses grupos”, declarou Roberson.

Ainda durante a entrevista, a porta-voz ressaltou que o chefe da Casa Branca “deixou claro desde o início de seu mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas à nossa disposição para combater esses grupos criminosos que estão atuando na nossa região e para proteger a segurança dos EUA”.

Intervenção militar está descartada

Um dos pontos mais sensíveis abordados na entrevista foi a possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro. Amanda Roberson foi categórica ao afastar essa hipótese, garantindo que a decisão “não contempla nenhum tipo de ação militar”.

“A designação dos grupos como organizações terroristas estrangeiras é algo bem claro na nossa lei. Não contempla nenhum tipo de ação militar. Agora é importante destacar as consequências das designações, que são restrições de vistos para membros desses grupos, bloqueio de seus bens aqui nos EUA, proibição de pessoas dentro dos EUA de realizar qualquer tipo de transação com esses grupos e também classifica como fornecer apoio material conscientemente a esses grupos”, adicionou.

Consequências práticas da designação

Na prática, a classificação como organização terrorista estrangeira acarreta uma série de restrições legais nos Estados Unidos. Membros do CV e do PCC passam a enfrentar bloqueio de vistos, congelamento de ativos em solo americano e proibição de qualquer tipo de transação financeira com cidadãos ou empresas nos EUA. Além disso, fornecer apoio material a esses grupos torna-se crime perante a legislação norte-americana.

Possível impacto sobre o Pix

A diplomata também respondeu a questionamentos sobre eventuais reflexos no Pix, sistema de transferências financeiras instantâneas operado pelo Banco Central do Brasil. De acordo com Amanda Roberson, a análise de casos específicos como esse ficará a cargo do Departamento do Tesouro dos EUA.

“Uma das ferramentas que essas designações libera para o governo dos EUA é bloquear qualquer tipo de transação com esses grupos criminosos. Agora a implementação dessas designações é do Departamento do Tesouro. Serão eles que vão se encargar de fazer análises, investigações. É impossível falar de qualquer caso específico. Mas sabemos que o propósito e a meta é romper as redes financeiras ilícitas que esses grupos usam para financiar as suas operações”, assinalou.

Objetivo central

O foco principal da medida, conforme explicou a porta-voz, é desmantelar as redes financeiras ilícitas que sustentam as operações das facções criminosas. A implementação e o monitoramento das caberão ao Departamento do Tesouro norte-americano, que conduzirá as investigações necessárias.


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