Tebet quer revisar gastos com aposentadoria de militares

Revisão de gastos do governo pode atingir aposentadoria dos militares, diz ministra do Planejamento
Simone Tebet Simone Tebet
Simone Tebet Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Revisão de gastos do governo pode atingir aposentadoria dos militares, diz ministra do Planejamento

A revisão de gastos do governo, que pode impactar várias áreas, incluindo a aposentadoria dos militares, foi confirmada pela ministra do Planejamento, Simone Tebet. Segundo a equipe econômica, essa é uma das despesas que passou a ser foco após a constatação de que o ajuste fiscal através do aumento da arrecadação de impostos atingiu seu limite, chegando a um ponto de colapso, conforme indicado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Tebet afirma que sua equipe e a do ministro Fernando Haddad, da Fazenda, estão analisando todas as possibilidades em todas as áreas, porém, a “aposentadoria dos militares” pode ser o foco principal neste momento.

“Nós vamos mostrar para o presidente que é possível cortar gastos de privilégios. Não estou dizendo que vamos conseguir avançar com os supersalários, mas tem que estar na mesa. Uma legislação previdenciária que, ainda que de forma gradual, atinja os militares”, disse a ministra em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta sexta (14).

A ministra declarou ter a audácia de “colocar tudo na mesa” e que “é corajoso o suficiente para enfrentar o poderio econômico”. Atualmente, a ala militar mantém uma boa relação com o governo, porém, possui ressalvas quanto a alterações que possam impactá-la diretamente.

Simone Tebet afirma que apresentará essa alternativa ao presidente, devido a um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que emite um “alerta em relação à previdência dos militares”.

“Tudo está na mesa, nada está interditado, a não ser a valorização do salário mínimo e a desvinculação da aposentadoria (do salário mínimo). Quando a gente fala de desvinculação, a gente não fala da aposentadoria, mas dos outros benefícios temporários”, pontuou citando o BPC (Benefício de Prestação Continuada), abono salarial, seguro-desemprego e auxílio doença.

Ministra não pensa em Crescimento limitado de Receita

Simone Tebet, por outro lado, acredita que o ajuste fiscal por meio do incremento de receita pode não ter atingido seu limite, conforme indicado pelo mercado financeiro e pelo Congresso. Segundo ela, ainda é necessário resolver a questão da arrecadação de impostos.

“Não sei se chegou ao limite. Na justiça tributária, não. Mas na criação de impostos, sem dúvida nenhuma”, apontou.

A equipe econômica tem dedicado atenção especial à questão da “justiça tributária”, principalmente devido à limitação dos créditos do PIS/Cofins, que teriam aumentado além do esperado nos últimos anos. Tebet não se aprofundou nesse assunto.

A ministra expressou preocupação sobre a chance dos pisos da Saúde e da Educação, juntamente com o aumento das despesas da Previdência, sufocarem os gastos discricionários a partir de 2027. Ela afirmou que esses tópicos também estão sendo debatidos, e se posicionou contra a alteração do percentual de piso – “é uma questão de realinhar a qualidade desse gasto”, pontuou.

“Não podemos querer do presidente um discurso que ele não tem. O foco do presidente sempre foi o social. E ele deixa para equipe econômica dizer que, para ter social, tem que ter equilíbrio fiscal”, concluiu. As informações são da Gazeta do Povo.


3 comments
  1. Acho que, antes de começar a mexer com alguns destes setores, o governo teria que cortar na própria carne. Estão fazendo muitos gastos supérfluos, tem muitas mordomias absurdas em várias autarquias, ministérios desnecessários etc…

  2. Essa analfabeta não sabe que os militares contribuem a vida inteira para uma previdência própria sem onerar, portanto, a previdência social. Os militares contribuem para a pensão das viúvas e elas depois de habilitadas continuam contribuindo. As filhas de militares só recebem pensão se eles fizerem uma contribuição específica para isso.

  3. Corte suas mordomias, gastos com viagens que não estão trazendo resultados nenhum para o país, um desgoverno desgovernado que só sabe cobrar aquilo que não fez em todos tempos de governo no Brasil, porque não corta gastos com a cultura, com ministérios e gastos, só pensa em desviar o dinheiro publico com essa conversa de a economia está caindo e pararem de roubar.

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