Política

TCU investiga gastos públicos de autoridades no Gilmarpalooza em Portugal

TCU investiga gastos públicos de autoridades brasileiras no Gilmarpalooza em Portugal após representação do deputado Sanderson, com despesas que podem superar R$ 692 mil

Processo atende a pedido do deputado Sanderson e pode alcançar despesas do próprio Tribunal de Contas da União

Despesas milionárias com diárias, passagens aéreas e hospedagem de autoridades brasileiras no Fórum de Lisboa 2026 — apelidado de — estão agora sob escrutínio formal. O Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou um processo para apurar os gastos públicos destinados a viabilizar a presença de agentes dos Três Poderes no evento organizado pelo ministro , do Supremo Tribunal Federal, realizado em Portugal.

Diárias podem ultrapassar R$ 692 mil apenas em dois órgãos

A representação que motivou a abertura da foi protocolada pelo Sanderson (PL-RS). Conforme o documento, informações veiculadas pela imprensa apontam que pelo menos 135 autoridades e servidores obtiveram autorização para participar do encontro.

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Um dado chama atenção: somente o Tribunal de Justiça do Piauí e o próprio TCU teriam autorizado despesas que totalizam cerca de R$ 692 mil em diárias — valor que não inclui passagens aéreas nem outros custos adicionais.

Processo distribuído ao ministro Benjamin Zymler

Autuado sob o número 012.652/2026-1, o caso ficou sob a relatoria do ministro Benjamin Zymler. A procuradora Cristina Machado, do Ministério Público junto ao TCU, também acompanhará a tramitação.

O deputado Sanderson solicitou que a abranja todos os órgãos públicos que destinaram recursos para custear viagens ao evento — inclusive o próprio Tribunal de Contas da União.

Critérios de autorização e conflito de interesses na mira

Entre os pontos que o parlamentar pede que sejam examinados estão os critérios adotados para autorizar as viagens, a existência de justificativas formais, relatórios de missão e os resultados efetivamente obtidos para a administração pública.

Sanderson também requer que o tribunal avalie possíveis riscos de conflito de interesses e verifique se os princípios da moralidade e da impessoalidade administrativa foram observados.

Propostas de regras mais rígidas para viagens internacionais

Além da apuração sobre o Gilmarpalooza, a representação sugere a criação de normas mais rigorosas de transparência para deslocamentos internacionais de agentes públicos. As medidas incluem a divulgação prévia dos custos envolvidos, a publicação de agendas institucionais e a obrigatoriedade de apresentação de relatórios de resultados ao retorno.

Fase inicial: sem conclusão sobre irregularidades

É importante destacar que a abertura do processo não significa que o TCU tenha constatado qualquer irregularidade até o momento. Nesta etapa preliminar, a Corte analisará as informações já apresentadas e poderá requisitar dados complementares aos órgãos envolvidos para verificar a regularidade das despesas realizadas.


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