Análise de GPS e mais de 70 câmeras não encontrou evidências de abordagem policial ao condutor do candidato petista
A análise de mais de 70 câmeras de segurança e o rastreamento via GPS das viaturas da Polícia Militar de São Paulo não revelaram qualquer indício de perseguição ao motorista do candidato Fernando Haddad (PT). É o que afirmou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), neste domingo, 16, ao comentar os resultados parciais da investigação sobre o episódio ocorrido na noite de terça-feira, 11 de agosto.
Imagens contradizem versão do motorista
Registros em vídeo colocam em dúvida parte da versão apresentada inicialmente pelo motorista Alessandro Caseri. De acordo com as gravações, o Ford Fusion utilizado pelo condutor chegou ao hotel localizado na Rua Joinville, em São Paulo, às 21h58. Uma viatura da PM, no entanto, só passou pelo local às 22h24 — um intervalo superior a 25 minutos entre os dois momentos.
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As câmeras também registraram que, durante parte do trajeto, o veículo de Haddad trafegava sem qualquer viatura seguindo-o de perto. Em um trecho específico, uma viatura ultrapassa o carro e reduz a velocidade até quase parar. As imagens, contudo, não confirmam nenhum tipo de abordagem ou contato direto entre os policiais e o motorista.
Tarcísio fala em falsa comunicação
O governador Tarcísio de Freitas declarou que os dados disponíveis até o momento indicam que houve uma falsa comunicação. Segundo ele, o monitoramento por GPS demonstrou que as viaturas policiais apenas cruzaram com o automóvel conduzido pelo motorista de Haddad, sem que tenha havido perseguição.
“Não houve nada”, disse Tarcísio ao se pronunciar sobre o caso, reforçando que nenhuma evidência de abordagem foi identificada nas imagens analisadas.
Repercussão no início da campanha eleitoral
O episódio ganhou destaque no cenário político justamente no início da campanha eleitoral para o governo de São Paulo. O caso colocou os dois principais adversários — Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad — no centro de uma nova controvérsia política.
Na noite de 11 de agosto, o motorista de Haddad afirmou ter sido seguido por policiais militares enquanto dirigia um Ford Fusion. A denúncia rapidamente ganhou repercussão e alimentou tensões entre as duas campanhas.
Tarcísio informou que o episódio continua sendo apurado pelas autoridades competentes.