Saúde

Superbactéria fecha UTI Neonatal em Porto Alegre: bebê morre e 34 recém-nascidos são monitorados

Superbactéria pan-resistente fecha UTI Neonatal do Hospital Fêmina em Porto Alegre, causa morte de bebê prematuro e leva ao monitoramento de 34 recém-nascidos.

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Um recém-nascido prematuro de 26 semanas não resistiu após ser infectado pela Acinetobacter baumannii, uma superbactéria pan-resistente identificada na UTI Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre. A detecção ocorreu na última quinta-feira (16) e provocou o fechamento imediato do setor.

O que é a Acinetobacter baumannii e por que ela é tão perigosa

Classificada como pan-resistente, a Acinetobacter baumannii não responde aos antibióticos atualmente disponíveis. Em 2024, a Organização Mundial da (OMS) a incluiu na lista de microrganismos mais perigosos do planeta. Sua capacidade de sobreviver a múltiplos tratamentos torna as infecções particularmente graves em pacientes vulneráveis, como recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva.

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Quatro bebês testaram positivo; três seguem estáveis

Ao todo, 34 pacientes estavam na UTI Neonatal quando a bactéria foi detectada. Testes confirmaram a infecção em quatro bebês. O óbito atingiu o recém-nascido extremamente prematuro. Os outros três infectados permanecem isolados, em estado estável e sob acompanhamento médico especializado. Os demais internados seguem sendo monitorados continuamente.

Medidas de contenção adotadas pelo Hospital Fêmina

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pela unidade, reagiu com um protocolo rigoroso. A área afetada foi completamente isolada, com bloqueio de circulação interna. Novas admissões foram suspensas, e todos os bebês da unidade passaram por testagem.

A Vigilância Sanitária foi acionada para fiscalizar e acompanhar cada etapa das medidas de controle implementadas pelo hospital.

Gestantes de alto risco redirecionadas para outras maternidades

Com a interrupção das internações na UTI Neonatal, gestantes de alto risco que seriam atendidas no Hospital Fêmina passaram a ser encaminhadas para outras unidades de saúde da capital gaúcha.

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre informou que atua no redirecionamento de gestantes entre 20 e 35 semanas para diferentes maternidades da cidade, assegurando que o atendimento não seja interrompido. A Secretaria Estadual da Saúde, por sua vez, afirmou que acompanha a situação e presta apoio ao município.

Cenário preocupa especialistas

A presença da Acinetobacter baumannii em ambientes hospitalares é motivo de alerta global. Sua resistência a praticamente todos os antibióticos conhecidos dificulta enormemente o tratamento, sobretudo em populações frágeis como neonatos prematuros em UTIs. O episódio no Hospital Fêmina reforça a urgência do debate sobre o combate às superbactérias no sistema de saúde brasileiro.


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