Corte vai definir limites do uso de contas digitais por autoridades durante o mandato
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 20 de maio a retomada do julgamento que discute o bloqueio de usuários nas redes sociais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise envolve duas ações que tratam do uso de perfis digitais por autoridades públicas no exercício do cargo.
Os processos estão sob relatoria da ministra Cármen Lúcia e do ministro André Mendonça.
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Ações questionam bloqueios e liberdade de expressão
Uma das ações foi apresentada pelo jornalista William de Luca Martinez. Em 2020, ele pediu ao STF o desbloqueio de sua conta no Twitter, atualmente chamado de X.
O autor argumenta que o bloqueio configura censura e abuso de poder. Segundo ele, a participação do cidadão na democracia vai além do voto e inclui o direito de acompanhar, criticar e sugerir ações do governo.
A segunda ação foi movida pelo advogado Leonardo Medeiros Magalhães, também em 2020. O pedido envolve o desbloqueio de sua conta no Instagram e o reconhecimento do direito de interagir com o perfil do então presidente.
Para o advogado, o bloqueio representa uma violação à liberdade de manifestação e atinge direitos fundamentais.
Defesa sustenta caráter pessoal das contas
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou entendimento diferente. Os advogados afirmam que, mesmo durante o mandato, o ex-presidente utilizava contas pessoais e, portanto, teria o direito de decidir quem pode ou não interagir com seus perfis.
Novo elemento envolve Eduardo Bolsonaro
Paralelamente, o ministro Alexandre de Moraes solicitou manifestação da defesa de Bolsonaro sobre a divulgação de um vídeo pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
No conteúdo, divulgado durante uma conferência nos Estados Unidos, Eduardo afirmou que gravava o vídeo para mostrar ao pai.
Segundo ele, Bolsonaro estaria em prisão domiciliar temporária e não poderia utilizar celular ou acessar redes sociais, nem mesmo por intermédio de terceiros.
Julgamento pode definir precedente
A decisão do STF poderá estabelecer parâmetros sobre o uso de redes sociais por autoridades públicas, especialmente quanto ao equilíbrio entre liberdade individual e deveres institucionais no exercício do cargo.
Desde que o bloqueio seja contra a direita, não tem nenhum problema. Os bloqueios e até retirada das redes sociais dos patriotas, certamente não estarão nessa pauta, afinal; aos amigos as benesses, aos inimigos a lei.
Esta lagartixa lambe as botas do boca de sapo.Vai sempre no voto dele.Nso tem opinião própria.