Moraes determina retorno de ex-assessor à prisão no interior do PR e contraria segurança estadual

Moraes determina retorno de Filipe Martins a Ponta Grossa e critica transferência sem autorização do STF.
Foto: Reprodução/Redes sociais

Transferência do ex-assessor ocorre por ordem do STF e gera preocupação de familiares e advogados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o ex-assessor presidencial Filipe Martins seja transferido de volta para a unidade prisional de Ponta Grossa (PR), cidade onde residia quando foi detido.

Atualmente, Martins estava custodiado no Centro Médico Penal, localizado na Região Metropolitana de Curitiba. A mudança para a capital paranaense havia ocorrido por decisão das autoridades estaduais, sem autorização prévia do Supremo.

Defesa aponta riscos na unidade do interior

A determinação de retorno preocupa a defesa e familiares do ex-assessor. Eles alegam falta de segurança na penitenciária de Ponta Grossa, além de apontarem problemas estruturais.

Entre as preocupações levantadas estão a superlotação da unidade e o risco de rebeliões. Segundo os advogados, o cenário poderia comprometer a integridade física de Martins.

Transferência anterior foi feita sem aval do STF

A ida de Filipe Martins para Curitiba ocorreu em 6 de janeiro. À época, autoridades do Paraná justificaram a decisão com base em avaliação técnica de risco.

Em ofício enviado a Moraes, o órgão estadual afirmou: “A Diretoria de Segurança Penitenciária consignou que o remanejamento decorreu de avaliação objetiva de risco e segurança, fundamentada no dever legal da administração de resguardar a integridade física e moral da pessoa custodiada, nos termos do artigo 40 da Lei de Execução Penal”.

O argumento central foi a necessidade de preservar a segurança do preso diante das condições da unidade anterior.

Repreensão e ordem de retorno

O ministro do STF, no entanto, considerou a transferência irregular por não ter sido previamente autorizada pela Corte. Moraes repreendeu o órgão responsável e determinou o retorno imediato de Martins ao interior do Estado.

Em comunicado à Polícia Penal do Paraná, no último sábado, 28, o magistrado afirmou: “A transferência do réu realizada sem prévia autorização desta Suprema Corte configura indevida mitigação da competência deste juízo, além de comprometer o regular acompanhamento da execução penal”.

Na sequência, Moraes estabeleceu prazo de 24 horas para que o ex-assessor fosse reconduzido à de Ponta Grossa.


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