Política

STF cogita avocar funções do TSE e controlar regras eleitorais durante campanha de 2026

Ministros do STF de inclinação lulista avaliam assumir decisões do TSE durante a campanha eleitoral de 2026, desconfiando de Nunes Marques na presidência do tribunal

Ministros de inclinação lulista demonstram desconfiança em relação a Nunes Marques e buscam formas de interferir em decisões da Justiça Eleitoral

A aproximação das eleições de 2026 vem provocando movimentações incomuns dentro do Supremo Tribunal Federal. Ministros da corte, preocupados com o desfecho do pleito que consideram “cruciais”, avaliam mecanismos para assumir prerrogativas que, até então, cabem exclusivamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desconfiança em Nunes Marques move articulação interna

No centro da tensão está a figura do presidente do TSE, Nunes Marques, que chegou ao STF por indicação de Jair Bolsonaro. A maioria de inclinação lulista na corte não demonstra confiança no colega e, por conta dessa desconfiança, busca caminhos para “avocar” decisões que são próprias da Justiça Eleitoral.

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Um episódio recente acirrou ainda mais os ânimos: Nunes Marques suspendeu uma pesquisa eleitoral que, segundo a avaliação feita, direcionava respostas contra Flávio Bolsonaro (PL). A decisão agitou os ministros alinhados ao governo.

Autocensura das big techs e controle de conteúdos

Nos meios políticos, o em bloco dos recursos contra a autocensura imposta às “big techs” foi interpretado como uma demonstração de ânsia do STF para controlar conteúdos durante o período eleitoral.

A intenção que se desenha no tribunal, segundo a coluna de Cláudio Humberto, é atropelar tanto o TSE quanto o Congresso Nacional e legislar por conta própria, definindo regras, critérios de registro e até a metodologia das .

Autorregulamentação como alternativa

Para a coluna, os institutos de pesquisa deveriam preservar a credibilidade estabelecendo autorregulamentação, nos moldes do histórico do Conar, na publicidade.

Gastos do governo Lula com viagens disparam em 2026

Os dados mais recentes do Portal da Transparência revelam que as despesas do governo Lula (PT) com viagens já atingiram R$675,5 milhões desde o início do ano. Do total, R$299,3 milhões foram destinados a passagens aéreas e outros R$374,5 milhões a diárias distribuídas a funcionários. Os valores ainda não contemplam o mês de junho.

Apenas nas duas últimas semanas de maio, o governo conseguiu gastar quase R$190 milhões exclusivamente com viagens. Somam-se a isso quase R$4 milhões com “outros gastos”, como taxas de agenciamento e seguros.

Em 2025, o governo Lula torrou quase R$2,5 bilhões e bateu recorde histórico de despesas com viagens pelo terceiro ano consecutivo.

Viagens de Lula e Janja permanecem em sigilo

As despesas expostas no Portal da Transparência não incluem os custos das viagens do presidente e da primeira-dama Janja, mantidos em segredo por suposto “motivo de segurança”.

Poder sem Pudor: Grampo torcedor

Quando se especializava na União Soviética, o genial pianista Arthur Moreira Lima e sua família eram monitorados pela ditadura, que grampeava seus telefones, no Rio de Janeiro. Certa vez, ele esperou horas por uma ligação para saber o resultado de um jogo decisivo do seu time querido, o Fluminense. Mas sua mãe de nada sabia, nem havia ninguém por perto para ela perguntar. Arthur praguejava lá de Moscou quando o sujeito que escutava a ligação clandestinamente, também Fluminense doente, gritou: “O Fluzão venceu! Foi 2 a 1!”. E desligou.

Cenário político: IPO da SpaceX, vice de Flávio e maioridade penal

Esquerdistas do mundo inteiro passam o fim de semana se contorcendo em dores, após o extraordinário sucesso do IPO da SpaceX, empresa de que nasceu na bolsa americana avaliada em US$1,9 trilhão.

Apontada como possível candidata a vice de Flávio, Julia Zanatta (PL-SC) questiona (Novo) no cargo: “O que agregaria? Na primeira oportunidade chutou o balde e pisou na cabeça do Flávio”, criticou.

Partidos da oposição pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), para que seja um opositor ao governo o escolhido para a relatoria do projeto que reduz a maioridade penal para 16 anos.

Frases e bastidores da semana

“O PT só faz gol contra o Brasil!” — a frase é de Rogério Marinho (PL-RN), ao alegar que Lula usa a Copa para propagar ilusão e fantasia.

Pré-candidato do Missão ao Planalto, Renan Santos critica o PT tentando colar a imagem de Lula à Copa: “Nem para relaxar, tomar uma cerveja e assistir o futebol você consegue escapar da brasileira”.

Polymarket e a ascensão de Camilo Santana

Desde o início de junho, Camilo Santana (Educação) passou de 1% de chance de virar presidente, na plataforma de previsões e apostas Polymarket, para mais de 3%. Está à frente até de Fernando Haddad.

Biolaboratórios revelados e tragédia no RS

Diretora de inteligência do governo dos EUA, Tulsi Gabbard revelou que governos americanos anteriores financiaram mais de 120 biolaboratórios em mais de 30 países para realizarem “pesquisas perigosas de ganho de função”, como aconteceu em Wuhan, na China.

À coluna, o deputado Zucco (PL-RS) voltou a destacar que 43 produtores rurais tiraram as próprias vidas, nos últimos meses, por causa de dívidas decorrentes das enchentes no Rio Grande do Sul.

Para fechar, um dado que ilustra a velocidade dos gastos públicos: o governo brasileiro vira trilionário a cada três dias.


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