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Sob pressão internacional, Maduro libera 13 presos políticos na Venezuela

Libertação ocorre após movimentação dos EUA no Caribe e aumenta expectativa sobre negociações internas

Libertação ocorre após movimentação dos EUA no Caribe e aumenta expectativa sobre negociações internas

Na madrugada deste domingo (24), o dirigente opositor Henrique Capriles Radonski informou que o regime de libertou 13 presos políticos, em um contexto de intensa pressão internacional. A medida veio dias após os Estados Unidos enviarem forças ao Caribe, em operação voltada ao combate ao narcotráfico e ao chamado Cartel de los Soles, grupo criminoso supostamente ligado ao próprio .

Quem foram os libertados

Dentre os que receberam liberdade plena, estão:

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Entre no grupo
  • Américo De Grazia, ex-deputado e cidadão italiano;
  • Víctor Jurado;
  • Simón Vargas;
  • Arelis Ojeda Escalante;
  • Mayra Castro;
  • Diana Berrío;
  • Margarita Assenzo;
  • Gorka Carnevalli.

Outros opositores foram beneficiados com domiciliar, permanecendo sob vigilância, mas podendo retornar à convivência familiar. Entre eles:

  • Nabil Maalouf;
  • Valentín Gutiérrez Pineda;
  • Rafael Ramírez;
  • Pedro Guanipa;
  • David Barroso.

Declaração de Capriles nas redes sociais

Capriles celebrou as libertações com a seguinte mensagem:

“Hoje, outro passo mais em favor de quem está atrás das grades. Hoje, várias famílias voltam a abraçar os seus. Sabemos que ainda restam muitos e deles não nos esquecemos. Seguimos lutando por todos.”

Contexto e histórico das detenções

As libertações ocorrem quase um ano após a intervenção da prefeitura de Maracaibo, uma das maiores cidades da , quando servidores e autoridades foram presos por ordem do regime chavista. Entre os detidos estava o ex-prefeito Rafael Ramírez, agora em prisão domiciliar.

Outros nomes ligados à administração municipal também foram alvos, como Diana Berrío, então diretora de Recursos Humanos, e Margarita Assenzo. O prefeito de Cabimas, Nabil Maalouf, passou quase um ano detido sob acusação de corrupção.

Vínculos com a oposição e pressão externa

A maioria dos libertados tem ligações com o partido Primeiro Justiça, uma das principais forças opositoras da Venezuela. Observadores internacionais relacionam a medida a acordos internos e à pressão de governos estrangeiros, especialmente dos Estados Unidos, que exigem há anos a libertação de presos de consciência.

O drama das famílias

O dirigente opositor Tomás Guanipa, irmão de um dos beneficiados, deu um depoimento comovente sobre a realidade das famílias de presos:

“Ser familiar de preso político é outra forma de estar encarcerado. A vida muda. A incerteza e a angústia são permanentes. Levar comida e remédios diariamente, em duas prisões diferentes, é um esforço enorme.”

Ele também criticou a instrumentalização política das detenções:

“Não pode haver liberdade em um país enquanto existir a terrível figura dos presos de consciência. A Venezuela encontrará seu caminho para a liberdade.”

Denúncias sobre condições carcerárias

Apesar das solturas, entidades humanitárias denunciam que dezenas de venezuelanos seguem presos por motivações políticas. A líder opositora Machado relatou na sexta-feira (22) que nove presos políticos detidos no presídio de Tocorón, no estado de Aragua, tentaram suicídio em meio a condições degradantes.

Segundo Machado, os detentos enfrentam:

  • Alimentação escassa e de baixa qualidade;
  • Restrição severa de visitas familiares;
  • Poucas condições de higiene;
  • Limitações rigorosas a chamadas telefônicas.

Ela denunciou que o presídio foi transformado em centro de detenção para manifestantes chamados de “guarimberos” pelo regime.

“No último ano, ao menos seis venezuelanos morreram sob custódia do regime. Isso é assassinato, e Nicolás Maduro é o responsável. Haverá justiça. A Venezuela será livre”, concluiu Machado.


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