Sindicato dos Delegados e parlamentares repudiam desfile da Vai-Vai por ‘demonizar’ a polícia’

Deputados Federais Criticam Alegoria da Escola de Samba Vai-Vai que ‘Demoniza’ a Polícia Militar

Na segunda-feira (12), parlamentares federais expressaram desaprovação ao desfile da “Vai-Vai”, escola de samba de São Paulo, devido à representação de uma alegoria que “demonizava” a Polícia Militar. A principal fonte de críticas foi a seção que mostrava participantes vestidos com uniformes militares, escudos marcados com a palavra “Choque”, e asas e chifres em tons de vermelho, laranja e amarelo.

O deputado Sargento Portugal (Podemos-RJ) classificou o ato como “escárnio” e expressou sua consternação com a representação da polícia no desfile. “Lamentavelmente, vivemos em uma sociedade onde a polícia é desvalorizada e humilhada diariamente. Em vez de serem retratados como heróis, esses agentes de segurança pública são alvos de escárnio”, afirmou Portugal.

Da mesma forma, o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) manifestou sua indignação e expressou sua esperança de que a escola de samba seja rebaixada. “Torço para que uma escola de samba que promove esse tipo de absurdo seja rebaixada. Não há justificativa para tamanho desrespeito contra os policiais, que trabalham diariamente em condições precárias para proteger aqueles que nem conhecem”, declarou Gonçalves.

O deputado Coronel Telhada (PP-SP) também criticou o teor do desfile, chamando-o de “inversão de valores” e destacando que a Polícia Militar, por seu papel vital na sociedade, não pode ser retratada daquela maneira. “Um total desrespeito com nossa polícia militar”, afirmou Telhada.

Além das críticas dos parlamentares, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) emitiu uma nota condenando veementemente o desfile da escola de samba, afirmando que a alegoria “tratou com escárnio a figura de agentes da lei” e que o enredo da escola “afronta” e “desrespeita” os profissionais da segurança.

No sábado (10), a “Vai-Vai” realizou seu desfile com o enredo “Capítulo 4, Versículo 3 – Da rua e do povo, o hip hop: um manifesto paulistano”. A performance, que foi uma homenagem aos Racionais Mc’s e contou com a presença de Mano Brown, procurou destacar a desigualdade social no Brasil, discutindo temas como crime, injustiça social e violência policial.

A escultura do bandeirante Borba Gato em chamas foi um dos destaques do desfile, incorporando o lema “fogo nos racistas”, uma alusão ao evento de julho de 2021, quando pneus foram incendiados ao redor da estátua por manifestantes. Além disso, o desfile incorporou letras de canções populares e partes do álbum “Sobrevivendo no Inferno” dos Racionais MC’s, que estiveram presentes no evento.

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