Sinal de Frank: a marca na orelha de Henrique Maderite que chamou atenção após infarto

Morte de influenciador reacende debate sobre infartos silenciosos e o sinal de Frank, marca na orelha associada a risco cardíaco.
Influenciador Mineiro, Henrique Maderite, Morreu Aos 50 Anos Influenciador Mineiro, Henrique Maderite, Morreu Aos 50 Anos
Foto: Reprodução/Instagram

Caso do influenciador reacende alerta sobre infartos silenciosos e sinais físicos pouco conhecidos

A morte repentina do influenciador digital Henrique Maderite, vítima de um infarto fulminante, trouxe à tona um tema que costuma passar despercebido por grande parte da população: os chamados infartos silenciosos. Esse tipo de evento cardíaco pode evoluir sem sintomas claros e, em muitos casos, se manifesta pela primeira vez de forma fatal.

Segundo especialistas, situações assim geralmente estão associadas a alterações progressivas no funcionamento do coração, que se desenvolvem ao longo dos anos sem chamar atenção. O cardiologista Marcelo Bergamo explica que o risco é elevado justamente pela ausência de sinais evidentes.
“O infarto silencioso é especialmente perigoso porque o paciente não reconhece os sintomas ou os confunde com desconfortos leves, como cansaço ou indigestão”, afirma.

A marca observada após a morte

No caso de Henrique Maderite, um detalhe físico observado após sua morte despertou interesse entre médicos: a presença do sinal de Frank, uma linha diagonal no lóbulo da orelha. Embora não seja um diagnóstico médico por si só, esse achado é citado em diversos estudos como um indicador de maior risco de doença arterial coronariana.

Especialistas ressaltam que o sinal funciona como um alerta clínico, sugerindo a necessidade de investigação cardiovascular mais detalhada, sobretudo em adultos.

O influenciador Henrique Maderite tinha uma marca semelhante ao ‘sinal de Frank’ na orelha – Imagem: Reprodução/Redes sociais

O que é o sinal de Frank

O sinal de Frank é caracterizado por uma dobra ou linha diagonal, geralmente profunda e visível, no lóbulo da orelha. Pesquisas associam essa característica a uma maior incidência de aterosclerose, condição marcada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias — principal causa dos infartos.

“O sinal de Frank é um marcador físico que pode indicar alterações nos vasos sanguíneos, inclusive nas artérias do coração. Ele não causa a doença, mas pode sinalizar que o paciente merece uma investigação cardiovascular mais cuidadosa”, explica Bergamo.

De acordo com o cardiologista, quando o sinal é identificado, especialmente a partir dos 40 anos, é recomendável avaliar fatores como colesterol, pressão arterial, diabetes, histórico familiar e hábitos de vida.

Não há tratamento para o sinal, mas para os riscos

Não existe tratamento específico para o sinal de Frank em si. O foco médico está no controle dos fatores de risco associados. O acompanhamento regular é considerado essencial.

“A conduta envolve mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do estresse e, quando necessário, uso de medicações para colesterol, pressão ou glicemia”, orienta o cardiologista.

Fatores que aumentam o risco de infarto

Bergamo destaca que o infarto raramente ocorre de forma totalmente súbita e isolada. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, colesterol elevado, especialmente LDL alto, diabetes, tabagismo, obesidade abdominal, sedentarismo e histórico familiar de infarto precoce.

O cardiologista Thiago Marinho acrescenta que outros fatores vêm ganhando relevância.
“Nas últimas décadas, condições como ansiedade e depressão passaram a ser reconhecidas como fatores que também influenciam o risco cardiovascular”, afirma.

Atenção aos sinais de alerta

Embora sinais físicos possam ajudar na identificação do risco, eles não substituem exames médicos. “Achados como xantelasma nas pálpebras ou o sinal de Frank podem funcionar como marcadores, mas não fecham diagnóstico sozinhos”, ressalta Bergamo.

Entre os principais sintomas de um infarto em andamento estão dor ou aperto no peito, que pode irradiar para o braço ou mandíbula, falta de ar, sudorese fria e náuseas. Diante desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediato.

Para os especialistas, o caso de Henrique Maderite reforça a importância da prevenção.
“O coração costuma dar sinais, ainda que sutis. A morte de uma pessoa aparentemente saudável mostra que prevenção não é opcional, é essencial”, conclui o cardiologista.


Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *