Simone Tebet diz ter solução para briga política no Banco Central

Ministra do Planejamento defendeu autonomia do BC, mas com redistribuição dos mandatos para presidentes da autarquia
Simone Tebet Simone Tebet
Simone Tebet Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ministra do Planejamento defendeu autonomia do BC, mas com redistribuição dos mandatos para presidentes da autarquia

Nesta terça-feira, 2, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu a autonomia do Banco Central (BC), porém sugeriu a redistribuição do mandato de quatro anos para os presidentes nomeados à autarquia.

Assim, o período de quatro anos seria dividido da seguinte forma: três anos sob a administração do presidente da República, que nomeou o então presidente do BC, e um ano sob a administração do subsequente novo presidente da República. Tebet esteve presente numa audiência pública no , esta manhã.

O objetivo é prevenir que um indivíduo nomeado por um ex-presidente, como no exemplo de Roberto Campos Neto, continue por um período prolongado em um novo governo.

“Todo mundo sabe que eu apoio a autonomia do BC”, disse Simone Tebet a jornalistas. “Mas questionei esses dois anos de um presidente de um Banco Central de governos passados. Um ano é mais do suficiente para se adequar e passar o bastão.”

A ministra indicou que a experiência mostra que dois anos de mandato para o presidente do BC sob uma nova administração resultam em “estresse e ruído”. De acordo com Simone Tebet, o governo federal não deve se intrometer no órgão, mas deve garantir uma comunicação institucional eficaz.

A ministra foi interpelada sobre falas do presidente Luiz Inácio da Silva, que criticou a autonomia do BC. Na segunda-feira 1°, em entrevista à rádio baiana, o petista disse que o presidente da autarquia deveria ser indicado pelo presidente da República e que não pode comandar o BC uma pessoa que “não está combinando adequadamente com aquilo que é o desejo da nação”.

Lula criticou Campos Neto por permanecer no cargo por dois anos sem mencioná-lo diretamente. No entanto, ele destacou que “foi indicado um cidadão no governo passado”. A indicação de Campos Neto foi feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o final deste ano, o petista deverá propor um novo chefe para a autarquia.

Simone Tebet recentemente se fez presente em uma audiência pública no Senado para esclarecer sobre o novo PAC governamental. As comissões de Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional realizaram a audiência de forma conjunta.

A natureza especial da autarquia do BC o torna responsável por executar as estratégias do Conselho Monetário Nacional para manter o controle da inflação. Em 2021, o presidente Bolsonaro sancionou uma lei complementar que concedeu autonomia operacional ao banco. As informações são da Revista Oeste.


4 comments
  1. A nossa economia vai de mal a pior e a sra simone tebet quer fazer o que a ex presidente Dilma fez ,forçar a diminuir os juros e acabar de vez com a economia deste país.?????. será que ela não poderia ter lido a reportagem dos ex ministros da economia na época do plano real neste domingo no jornal estado de São paulo?????? Estes eram economistas simmmmmmmmmm, e ela o que e ??Meu Deus qdo chegar um novo presidente na próxima eleição o que terá sobrado do meu país?,,

    1. É a incompetência em pessoa, a forma da nomeação já foi determinada para esse tipo de situação, o BANCO CENTRAL é independente e tem autonomia para conter essa GASTANÇA que ninguém está vendo onde o dinheiro está indo, não se ve obras em andamento, parece água, está indo para um ralo maior que a saída da água. O País foi entregue com empresas públicas com lucros, e um SUPERÁVIT DE $54 BILHÕES, essa diferença que precisa ser explicada.

  2. Que governo magavilha!
    Um quer acabar com uma guerra tomando “umas cervejinhas”.
    Outro acha que, estudando 02 meses de economia, vai solucionar os problemas econômicos, do Brasil.
    E, agora essa que, com mandato de três anos, com mais um pro Presidente subsequente, resolve o problema do BC.
    E, o mais intrigante é que eles acreditam, no que falam.
    A que ponto chegamos!

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