Peça de campanha do candidato do Novo traz paródia musical com críticas ao PT, às bets e ao Supremo
Uma animação publicada nas redes sociais do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, causou repercussão neste sábado (22) ao exibir figuras que representam o presidente Lula (PT) com roupa de presidiário e ministros do STF dançando dentro de uma cela.
O que diz o jingle de Zema
O candidato à Presidência da República pelo partido Novo apostou em uma paródia musical como peça de campanha. A letra da música traz os seguintes versos: “O nome dele é Zema. Eu encontrei ele em Minas. Ele é meu presidente. Vai acabar com o PT.”
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Na animação que acompanha a canção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece acordando às 13 horas, em contraste com trabalhadores de diferentes setores que iniciam suas atividades às 4 horas da manhã. A peça também aborda problemas como fraudes em aposentadorias e o aumento no preço dos alimentos.
Referência às bets e a Virgínia Fonseca
Em determinado momento do vídeo, Zema aparece rasgando cartazes de propaganda do “Jogo do Tigrinho”. Ao lado, surge um boneco que remete à influenciadora digital Virgínia Fonseca — identificado pelo nome “Vini” escrito no pescoço — com expressão de surpresa. A cena faz alusão direta à proposta do candidato de proibir as bets no país.
Ministros do STF retratados atrás das grades
O clipe animado vai além e retrata três personagens que se assemelham aos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes dançando dentro de uma cela de prisão. Zema é um crítico declarado dos três magistrados. Uma de suas bandeiras de campanha é o compromisso de acabar com os chamados “intocáveis” de Brasília — autoridades que, segundo ele, cometem abusos e desfrutam de privilégios indevidos.
Desfecho provocativo
No encerramento da animação, Romeu Zema aparece sentado na cadeira presidencial. A Polícia Federal é mostrada batendo à porta, enquanto Lula surge vestido com uniforme de presidiário. A cena reforça o tom combativo que o candidato do Novo tem adotado ao longo de sua pré-campanha e campanha, posicionando-se como adversário frontal do PT e do establishment político e judiciário.