Política

Romeu Zema acusa Alexandre de Moraes de ‘perseguição política’ após suspensão de visitas de Flávio Bolsonaro a Jair Bolsonaro

Romeu Zema classificou como perseguição política a decisão de Alexandre de Moraes de suspender por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente preso.

Pré-candidato do Partido Novo à Presidência classificou a decisão do STF como prova da ‘disfuncionalidade’ do tribunal

A proibição de visitas do senador (PL-RJ) ao ex-presidente (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou forte reação do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. A medida vale por 90 dias e atinge o parlamentar enquanto o pai cumpre pena de 27 anos e três meses em domiciliar, condenado por suposta tentativa de golpe de Estado.

O estopim da decisão

O motivo alegado por Moraes para a suspensão foi uma suposta violação de medidas cautelares. Flávio leu publicamente uma carta escrita por Jair Bolsonaro na qual o ex-presidente convocava a união do campo conservador em torno do pré-candidato do PL para as de outubro deste ano. A leitura da mensagem levou o ministro do STF a entender que houve descumprimento das condições impostas ao ex-presidente.

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Zema reage e denuncia ‘perseguição política’

Em entrevista à rádio CBN, Romeu Zema, que é pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, classificou o episódio como evidência de perseguição política e de que o STF opera “mais como um tribunal político do que um tribunal jurídico”.

Na avaliação do ex-governador mineiro, o envio de cartas por pessoas detidas é algo absolutamente comum e não deveria ocupar a pauta da Suprema Corte. Zema afirmou que o tribunal erra ao “tolher um direito do ser humano de se comunicar com filho, com a esposa ou com a família”.

Cartas de presos: ‘algo mais do que normal’

“Todo mundo já viu filmes nos quais, em diversas ocasiões, quem está detido se comunica por carta, como foi dito. É algo mais do que normal, é verificável, ninguém vai mandar dentro de uma carta uma faca, uma pistola ou droga. É papel”, afirmou Zema.

Crítica à atuação do STF

O pré-candidato do Novo ao Planalto foi além e questionou o papel que ministros do Supremo têm desempenhado no cenário político brasileiro. Para ele, a situação reflete a “disfuncionalidade do Brasil”.

“Ministro do Supremo, em qualquer país sério, julga questões constitucionais. Aqui no Brasil, ministro do Supremo está perdendo tempo avaliando carta que alguém que está detido envia ou não envia”, prosseguiu Zema.


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