Candidato do Missão propõe que o país abandone tratado internacional e invista em armamento nuclear para se tornar potência global
Durante sabatina no Jornal Nacional, na TV Globo, na noite desta segunda-feira (26), o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) fez uma defesa enfática do desenvolvimento de armas nucleares pelo Brasil. Para ele, o país precisa de poder militar para proteger sua soberania e suas riquezas naturais.
Comparação com a Coreia do Norte gera polêmica
Questionado pelos apresentadores sobre a possibilidade de o Brasil abandonar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares — acordo internacional em vigor desde 1970 —, Renan Santos respondeu de forma direta. Apenas Índia, Paquistão e Israel jamais assinaram o pacto, e a Coreia do Norte foi a única nação a aderir e depois se retirar. O Brasil passaria a integrar essa seleta lista de países.
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— Sim, e? Pelo menos a Coreia do Norte, que tem um regime que eu considero opressivo e que eu não respeito, pelo menos ele é respeitado internacionalmente de maneira que a Venezuela não foi. Ter armas nucleares é uma forma de defender a sua própria soberania. O Brasil tem um dos maiores territórios do mundo, tem recursos naturais infindáveis — declarou.
Visão de potência mundial em 30 anos
O candidato do Missão traçou um panorama ambicioso para o futuro do país. Segundo ele, o Brasil pode figurar entre as cinco maiores potências do mundo no prazo de três décadas, e o investimento em armamento nuclear seria parte essencial desse projeto.
— Eu vejo o Brasil como uma das cinco maiores nações do mundo nos próximos 30 anos e uma nação que será uma das cinco maiores nações do mundo nos próximos 30 anos precisa ter armas nucleares. (…) Nós devemos ser uma nação soberana que destrói o crime organizado, que lidera a América do Sul, que vai ter força para negociar com seus vizinhos e negociar em bloco com Estados Unidos e China, e para isso precisa ter força militar. (…) Vamos ter que discutir a construção de armas nucleares. Isso é passo da construção de uma nação soberana — defendeu.
Candidato dispensa embasamento científico
Quando a apresentadora Renata Vasconcellos pediu referências e estudos que sustentassem a proposta, Renan Santos afirmou que não há necessidade de pesquisas acadêmicas para justificar a ideia.
— Não preciso de estudos científicos para determinar que uma nação precisa ter força política para se proteger de outras nações, posso trazer apenas dados da realidade. A realidade é muito clara: as nações mais poderosas do mundo dispõem de armas nucleares e elas se fazem respeitadas por causa disso — rebateu.
Referência ao personagem Zé Carioca marca encerramento
Ao concluir sua argumentação, o candidato recorreu a uma analogia com o célebre personagem da Disney para criticar o que considera uma postura submissa do Brasil no cenário internacional. Renan Santos sustentou que o país não pode se contentar em ser apenas um destino turístico atraente e exportador de matéria-prima.
— Se a gente quiser ser o “Zé Carioca”, personagem engraçado que os gringos vêm para fazer festa e que a gente exporta matéria-prima e recebe produto pronto, tudo bem, aceitamos nossa posição submissa. Agora, se quisermos ser uma nação séria e respeitada, precisamos ter armas nucleares, não para ficar arrumando briga, mas para ter poder de dissuasão, para nossas riquezas serem respeitadas — finalizou.