Alfredo Gaspar aponta irregularidades em valores movimentados e cita repasses de R$ 140 milhões a assessor
O presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi confrontado nesta segunda-feira (29) pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, a respeito do crescimento expressivo na arrecadação da entidade, que passou de R$ 400 mil para R$ 300 milhões em apenas cinco anos.
Durante a sessão, Gaspar rejeitou as explicações apresentadas pelo dirigente e levantou suspeitas sobre a origem dos recursos. “Mais de 71 mil aposentados e pensionistas disseram que a Conafer meteu a mão no bolso deles sem ter autorizado?”, questionou.
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Acusações de organização criminosa
O parlamentar afirmou que, pelas movimentações identificadas até agora, a confederação teria sido usada como instrumento para lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e formação de organização criminosa.
“Pelas mãos da Conafer passaram mais de 800 milhões de reais. Aqui nós descobrimos, porque o tempo foi curto, que 140 milhões foram direcionados diretamente para o assessor dele, Cícero Marcelino. Se isso não for lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, formação de organização criminosa, é melhor fechar a CPMI. Obrigado”, declarou Gaspar.
Contexto das investigações
A Conafer vem sendo investigada pela comissão por suposto envolvimento em esquemas de desvio de recursos ligados ao sistema previdenciário. Segundo os parlamentares, a entidade teria realizado descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, sem autorização dos segurados.
As apurações ainda estão em andamento, e a defesa da Conafer sustenta que todas as atividades financeiras da entidade são legais e devidamente declaradas.