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Rede reage com “indignação” à permanência de Marina Silva e expõe racha interno

Rede critica permanência de Marina Silva, expõe divisão interna e reforça disputa com grupo de Heloísa Helena.

Direção ligada a Heloísa Helena contesta postura da ex-ministra e nega articulações para sua saída

A decisão de de continuar na Rede Sustentabilidade provocou forte reação dentro do partido. Em comunicado divulgado na noite de terça-feira (7), a legenda afirmou ter recebido o anúncio com “indignação e perplexidade”, marcando mais um capítulo das tensões internas.

Nota oficial rebate críticas e questiona postura de Marina

Segundo a direção nacional da sigla, atualmente alinhada ao grupo da deputada Heloísa Helena — que mantém posição contrária à ex-ministra —, não houve qualquer incentivo para que Marina deixasse o partido.

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Entre no grupo

No texto, a Rede também contestou declarações recentes feitas por Marina e rejeitou a responsabilidade por rumores sobre uma possível saída.

– [Recebemos o anúncio de Marina com] Indignação porque a ex-ministra recusa-se a dialogar com a direção partidária. Perplexidade porque em nenhum momento o partido questionou sua filiação ou sugeriu seu desligamento. As especulações sobre sua saída sempre partiram dela ou de seu grupo, jamais da direção legitimamente eleita – diz.

Histórico de divergências internas é citado

A legenda aproveitou o posicionamento para rebater acusações de práticas antidemocráticas. No documento, foram lembrados episódios anteriores em que Marina adotou decisões que geraram desconforto dentro do partido.

Entre os exemplos citados estão o apoio a Aécio Neves nas de 2014 e a defesa do de Dilma Rousseff em 2016. A nota enfatiza que, mesmo nessas ocasiões, não houve punições nem perseguições internas.

Mudança de comando ampliou crise interna

O atual cenário é resultado de uma alteração na estrutura de poder da sigla. Em abril do ano passado, Marina perdeu o controle do partido para o grupo liderado por Heloísa Helena, consolidando uma divisão política interna.

Esse novo comando mantém postura crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que também contribui para o distanciamento entre as alas.

Futuro político segue indefinido dentro da sigla

As divergências alimentaram especulações sobre uma possível saída de Marina Silva, incluindo a hipótese de disputar o por por outra legenda.

Com a decisão de permanecer, a ex-ministra deverá buscar apoio dentro da própria Rede para viabilizar uma eventual candidatura, em meio a um ambiente político ainda marcado por disputas internas.



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