Quase metade das pequenas e média empresas estão sob risco de falência

Estudo aponta que 43% das PMEs estão sob risco de insolvência devido ao alto endividamento.
Comércio Do Rio De Janeiro Foto EFE André Coelho Comércio Do Rio De Janeiro Foto EFE André Coelho
Comércio Do Rio De Janeiro Foto EFE André Coelho

Endividamento elevado e juros altos pressionam pequenas e médias empresas em 2026

O ambiente para o empreendedorismo brasileiro em 2026 exige cautela e disciplina financeira. Dados divulgados pela coluna Radar Econômico, da VEJA, indicam que aproximadamente 43% das pequenas e médias empresas (PMEs) do país estão sob risco real de insolvência.

O levantamento foi conduzido pela consultoria W1 Business, que analisou 134 companhias de diferentes setores da economia.

Endividamento é principal ameaça

Segundo o estudo, o endividamento aparece como o maior obstáculo à sobrevivência dessas empresas. Entre as organizações avaliadas, 59% possuem dívidas ativas.

O valor médio do endividamento é de R$ 2,54 milhões. O número ganha peso quando comparado ao faturamento médio anual dessas empresas, estimado em R$ 8,62 milhões.

A relação entre dívida e receita indica comprometimento significativo do caixa, especialmente diante de despesas fixas e custos operacionais crescentes.

Setores mais pressionados

Os segmentos de transporte, serviços e comércio varejista concentram os maiores níveis de comprometimento da receita com dívidas de curto prazo.

Especialistas apontam que o uso frequente de empréstimos para financiar capital de giro, aliado às taxas de juros ainda elevadas, gerou um “efeito bola de neve” difícil de conter.

Empresas recorrem a crédito para manter operações básicas, mas acabam ampliando a exposição financeira e reduzindo margem de manobra.

Reforma Tributária no horizonte

Além das pressões atuais, o mercado acompanha com atenção o cenário de 2027. A entrada em vigor da Reforma Tributária deve alterar a dinâmica fiscal, com expectativa de aumento da carga tributária sobre o setor de serviços.

Esse movimento pode intensificar a pressão sobre empresas que não estruturarem suas finanças nos próximos meses.

Alerta à gestão financeira

O quadro é visto como um chamado à prudência na administração dos recursos. Em um ambiente de incerteza econômica, medidas como renegociação de débitos e corte de despesas não essenciais tornam-se estratégias fundamentais.

A reorganização financeira é apontada como condição essencial para que empresas mantenham suas atividades e garantam sustento às famílias que dependem desses negócios.


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