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PT vai ao TSE contra Flávio Bolsonaro, Zema e PL por vídeos com IA enquanto desfile pró-Lula recebeu verba pública

PT aciona TSE por vídeos com IA enquanto desfile pró-Lula foi financiado com recursos públicos.

Partido questiona propaganda antecipada da oposição, mas ignora uso político de recursos no Carnaval

O Partido dos Trabalhadores, junto com PCdoB e PV, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio (PL-RJ), o governador (Novo) e parlamentares do PL por suposta propaganda eleitoral antecipada. O motivo: vídeos produzidos com uso de inteligência artificial e a circulação de adesivos em apoio à pré-candidatura de Flávio à Presidência.

Na ação, o PT afirma que conteúdos compartilhados nas redes associam Lula à criminalidade por meio de simulações visuais — incluindo um desfile fictício — e que isso ultrapassaria os limites da crítica política permitida antes do período oficial de campanha.

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“Há clara vinculação do nome do presidente da República e pré-candidato à ao mesmo cargo à criminalidade, com a pecha de ladrão”, sustenta o partido.

Também foram citados a deputada Bia Kicis (PL-DF) e os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Rogério Marinho (PL-RN). Em outra frente, o PT acusa Flávio e o ex-ministro Gilson Machado de propaganda antecipada pela divulgação de adesivos com a frase “Nordeste está com 2026”.

Dois pesos na mesma balança?

A ofensiva jurídica ocorre poucos dias depois de um desfile de escola de samba homenagear Lula na Marquês de Sapucaí, com financiamento proveniente de recursos públicos distribuídos às agremiações do Grupo Especial. A apresentação exaltou o presidente em pleno Carnaval, fora do período eleitoral — sem que isso fosse enquadrado como propaganda antecipada.

A pergunta que ecoa entre críticos é simples: se dinheiro pode bancar espetáculo com enredo favorável ao presidente, por que vídeos satíricos feitos com inteligência artificial seriam tratados como infração eleitoral?

A oposição argumenta que se trata de liberdade de expressão e crítica política, ainda que dura. Já o PT afirma que os conteúdos são “inverídicos e falsos” e têm finalidade eleitoreira.

Zema entra no radar

O governador Romeu Zema também virou alvo das ações por publicações críticas a Lula nas redes sociais. Segundo ele, os vídeos buscavam “recordar passagens marcantes da carreira de Lula que foram esquecidos no desfile do Sambódromo”.

Ele afirmou ainda: “Lula acha normal que uma escola de samba use dinheiro público para fazer campanha a seu favor, mas fica nervoso quando alguém lembra sua verdadeira trajetória”.

Disputa antecipada para 2026

O embate evidencia que a corrida presidencial de 2026 já começou, ainda que formalmente distante. O PT tenta enquadrar adversários por uso de tecnologia digital antes do prazo legal. A oposição, por sua vez, aponta incoerência: recursos públicos para exaltação podem; inteligência artificial para crítica não pode.

O TSE agora terá de arbitrar onde termina a liberdade política e onde começa a campanha antecipada — em um cenário cada vez mais marcado por disputas narrativas e judicialização da política.


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