Política

PT gasta R$ 3,9 milhões em campanhas de condenados no mensalão e no petrolão

PT libera R$ 3,9 milhões para campanhas de condenados no mensalão e petrolão, incluindo José Dirceu, André Vargas, João Paulo Cunha e Delúbio Soares.

Nomes históricos ligados aos escândalos de corrupção contam com dinheiro do partido, militância e apoio de Lula

O Partido dos Trabalhadores decidiu bancar campanhas de políticos condenados nos esquemas de corrupção conhecidos como e petrolão. Ao todo, a legenda liberou R$ 3,9 milhões para tentar levar de volta ao Congresso figuras marcadas por esses episódios. Além dos recursos partidários, os recebem sustentação de sindicatos, movimentos sociais e da própria militância.

José Dirceu, o nome mais forte

Entre os apoiados está o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado nos dois escândalos a penas que ultrapassaram 30 anos de prisão. Ele concorre a uma vaga de por São Paulo e recebeu R$ 1,1 milhão do PT, além do respaldo da base militante.

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Entre no grupo

Sem esconder quem considera seu principal cabo eleitoral, Dirceu costuma publicar nas redes sociais imagens recentes ao lado do Lula. Sua reaproximação com a política e com o partido começou em 2022, quando foi convidado a coordenar os “comitês populares de luta” no Distrito Federal. Atualmente, conta com apoio expressivo de integrantes do MST em sua tentativa de voltar ao Parlamento.

André Vargas busca retorno pelo Paraná

Outro candidato com chances é o ex-deputado , do Paraná, que recebeu R$ 841 mil para a disputa. Ele já ocupou a vice-presidência da Câmara, mas perdeu o mandato durante a Operação Lava-Jato, sendo preso e condenado por corrupção.

Nos bastidores, Vargas passou a atuar como interlocutor do governo em temas ligados ao Paraná, chegando a ser recebido por ministros do PT, incluindo os do Palácio. Entre seus encontros estão agendas com a ex-ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann e com o atual titular da pasta, José Guimarães.

João Paulo Cunha volta com pedido de Lula

Também na disputa por São Paulo está o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, condenado no mensalão a 9 anos e 4 meses de prisão. O partido destinou R$ 1,1 milhão à sua campanha. Durante o cumprimento da pena, ele se formou em Direito e, após o retorno de Lula ao governo, construiu carreira como advogado bem-sucedido. Segundo o texto, Cunha recebeu um convite pessoal do presidente para voltar à política.

Delúbio Soares tenta vaga por Goiás

Por fim, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares disputa uma cadeira de deputado federal por Goiás. Ele recebeu R$ 780 mil da legenda e conta com forte apoio de sindicatos. Condenado tanto no mensalão quanto no petrolão a penas que somaram 12 anos de cadeia, Delúbio também tem utilizado a imagem do presidente da República como estratégia para impulsionar sua candidatura.


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