Proposta já aprovada no Senado aguarda análise da Câmara dos Deputados para alterar padrão Mercosul atual
A identificação de veículos no país pode passar por transformações significativas. Uma proposta legislativa em tramitação na Câmara dos Deputados pretende reintroduzir informações geográficas nas placas de veículos, elementos que deixaram de existir com a implementação do sistema Mercosul.
O Projeto de Lei 3214/23 estabelece que as placas deverão apresentar o município e estado de registro do veículo, além da bandeira da respectiva unidade federativa. A medida representa uma modificação direta no Código de Trânsito Brasileiro.
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Justificativa para mudança no sistema atual
O senador Esperidião Amin (PP-SC), responsável pela autoria da proposta, defende que a presença dessas informações nas placas oferece benefícios práticos para as forças policiais e órgãos de trânsito. Segundo ele, a identificação imediata da origem geográfica do veículo agiliza investigações em casos de infrações, roubos, furtos e demais crimes envolvendo automóveis.
O deputado Hugo Leal (PSD-RJ), relator da proposta na comissão, manifestou apoio à iniciativa. “A iniciativa também resgatará o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento à região e o orgulho local e facilitando a percepção pelos locais quando se tratar de veículos ‘de fora'”, declarou.
Cronograma de implementação
A nova regulamentação não entraria em vigor imediatamente após eventual sanção presidencial. O projeto estabelece um período de transição de 12 meses entre a publicação da lei e o início de sua aplicação efetiva.
Este intervalo de tempo está destinado à adequação de diferentes setores envolvidos no processo: órgãos de trânsito estaduais e municipais, empresas fabricantes de placas veiculares e proprietários de veículos em geral.
Próximos passos da tramitação
Para se tornar lei federal, a proposta ainda precisa ser examinada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que possui caráter conclusivo neste caso. Após eventual aprovação na Câmara, o texto retornará ao Senado Federal para análise final, seguindo posteriormente para sanção presidencial.
A mudança representaria o fim do atual padrão Mercosul de identificação veicular, sistema implementado no Brasil nos últimos anos como parte de um acordo regional de padronização entre os países do bloco econômico.