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PL expulsa prefeito de São Caetano após críticas a Marcos Pontes

Prefeito é expulso do PL após críticas a senador, gerando crise interna e saída de lideranças em São Caetano.

Decisão do partido provoca crise interna e saída de lideranças locais

O Partido Liberal decidiu expulsar o prefeito Tite Campanella, de São Caetano do Sul, após declarações críticas ao senador Marcos Pontes. A decisão foi tomada nesta terça-feira (7) sob a liderança de Valdemar Costa Neto.

Declarações sobre senadores motivaram expulsão

O episódio que levou à expulsão ocorreu durante uma sessão solene da Câmara Municipal, em 25 de março, quando foi concedido o título de cidadão sul-caetanense ao deputado Guilherme Derrite.

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Na ocasião, Campanella criticou a representação paulista no Senado, afirmando que o estado “tem três senadores que não contam absolutamente nada”. Além de Marcos Pontes, ele se referia a Alexandre Giordano e Mara Gabrilli.

“É um absurdo que não tenha representação no Senado. É uma tristeza. Precisamos de senadores bons. Senadores com coragem”, declarou.

Prefeito mantém críticas e questiona decisão

Mesmo após a expulsão, Tite Campanella reafirmou suas declarações e criticou a forma como foi retirado do partido, ao qual estava filiado desde março de 2024.

“Opiniões divergentes são a base da formação partidária, e a base sobre a qual construímos nossa democracia. Quem age assim não pode reclamar, no futuro, de atos que o desagradem”, afirmou.

Ele também voltou a criticar os senadores paulistas e lamentou que, com sua saída, o diretório local do partido possa ficar sob influência de grupos alinhados ao governo federal.

Saída gera efeito dominó no diretório municipal

A expulsão provocou uma crise interna no diretório do PL em São Caetano do Sul. Quatro dos cinco vereadores da sigla anunciaram a renúncia de seus cargos de liderança:

  • Cicinho Moreira (presidente)
  • Caio Salgado (vice-presidente)
  • Luís Galarraga (secretário)
  • Carlos Humberto Seraphim (suplente)

Apesar das renúncias aos cargos internos, todos permanecem filiados ao partido por conta das regras eleitorais.

Reorganização ficará sob comando estadual

Com o esvaziamento da direção local, caberá ao presidente do PL paulista, Tadeu Candelária, definir a nova composição do diretório municipal.

Ele foi o responsável direto pela decisão de expulsar Campanella, que agora deixa o partido em meio a um cenário de forte desgaste político local.

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