Felipe Monteiro Marques estava internado no Hospital São Lucas após complicações causadas por infecção
O helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro perdeu um de seus tripulantes mais experientes. Felipe Monteiro Marques, de 46 anos, faleceu neste domingo (17) após uma longa batalha contra as sequelas de um tiro de fuzil que atingiu sua cabeça durante uma operação policial na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, em 2025.
Internação e agravamento do quadro clínico
O piloto estava internado em estado grave no Hospital São Lucas, localizado em Copacabana, Zona Sul da capital fluminense. Uma infecção vinha se agravando nos últimos dias, conforme informações divulgadas pela esposa do agente na quinta-feira (14).
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão
Ao longo do tratamento, Felipe passou por diversas cirurgias e perdeu aproximadamente 40% do crânio, chegando a utilizar uma prótese na região afetada. No fim do ano passado, ele havia recebido alta médica, mas precisou ser reinternado com o avanço da infecção.
A operação que resultou no ataque
O disparo que vitimou o policial aconteceu enquanto a Polícia Civil conduzia mais uma etapa da Operação Torniquete. A ação tinha como alvo uma quadrilha especializada no roubo e desmanche de vans na região.
Felipe atuava no Serviço Aeroespacial da Coordenadoria de Recursos Especiais (SAER/Core) quando a aeronave em que estava foi alvejada por tiros de fuzil na Vila Aliança.
Investigações e prisão de suspeito
Até o momento, apenas um suspeito de envolvimento no ataque contra a aeronave policial foi preso. Douglas Fernando Lúcio da Silva, de 33 anos, foi detido em Santíssimo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, cerca de um mês após o crime. Os demais envolvidos seguem foragidos da Justiça.
O perfil oficial do comandante publicou homenagem ao piloto nas redes sociais.