Política

PF mira ex-chefe de gabinete de Lula em inquérito sobre cannabis medicinal e relações com filho do presidente

Polícia Federal investiga Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, por supostos ilícitos em negócios de cannabis medicinal envolvendo Fábio Luís e lobista do INSS

Marcola, que deixou o Planalto em julho de 2026, é investigado por supostos ilícitos envolvendo comercialização de canabidiol

Um novo da Polícia Federal coloca sob suspeita Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que atuou como ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio da Silva. A apuração envolve também Fábio Luís da Silva, filho do presidente, e Antonio Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS.

Trajetória de Marcola no governo e saída para a campanha

Entre janeiro de 2023 e 21 de julho de 2026, Marcola esteve à frente do gabinete presidencial, sendo responsável pela organização da agenda de Lula. A saída do cargo aconteceu exclusivamente para que ele pudesse assumir a coordenação da campanha pela do presidente.

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Abertura do inquérito e envolvidos

A investigação foi instaurada após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O foco é a apuração de supostos ilícitos na comercialização de cannabis medicinal.

Além de Marcola e Fábio Luís, servidores do Ministério da Saúde e da Anvisa também figuram entre os investigados. Fontes ligadas ao caso revelaram que o nome de Marcola surge em mensagens interceptadas de alvos da , que apura no INSS.

Negócios com canabidiol sob suspeita

A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que Fábio Luís tenha sido sócio de Antunes em empreendimentos ligados a produtos de canabidiol. Durante as apurações, foram identificadas tentativas do lobista de fechar contratos milionários com o Ministério da Saúde, nos anos de 2024 e 2025, visando o fornecimento desses medicamentos. As negociações foram interrompidas a partir da deflagração da Operação Sem Desconto.

Defesa dos investigados

Quando procurado pela imprensa, Marcola reconheceu ter recebido um empréstimo de Roberta Luchsinger, lobista vinculada ao Careca do INSS. “Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, afirmou Marcola, em nota publicada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Já o advogado de Fábio Luís, Marco Aurélio Carvalho, reagiu com críticas ao inquérito. “Muito grave que setores da PF influenciados pelo bolsonarismo decidam abrir inquéritos com finalidade eleitoral”, disse. “Se o Fábio Luís não fosse filho do presidente não estava aberta essa investigação.”


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