Paulo Guedes: Brasil vai insistir em mudanças no Mercosul

Ministro da Economia participou de evento da Câmara Internacional de Comércio
Ministro Da Economia, Paulo Guedes FOTOS,EDU ANDRADE,Ascom,ME Ministro Da Economia, Paulo Guedes FOTOS,EDU ANDRADE,Ascom,ME
Ministro Da Economia, Paulo Guedes FOTOS,EDU ANDRADE,Ascom,ME

Ministro da Economia participou de evento da Câmara Internacional de Comércio

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (27) que o Brasil vai continuar tentando fazer mudanças no Mercosul. Segundo ele, o governo brasileiro busca “modernizar” o bloco econômico, mas tem encontrado resistência da Argentina. O bloco é formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

– A nossa posição é de avançar. Nós não vamos sair do Mercosul. Mas nós não aceitaremos o Mercosul como ferramenta de ideologia. O Mercosul tem uma proposta muito clara: é uma plataforma de integração na economia global. Se ele não entregar esse serviço, nós vamos modernizar. Os incomodados que se retirem – disse Guedes ao participar, de modo remoto, do evento O Brasil quer Mais, promovido pelo International Chamber of Commerce, a Câmara de Comércio Internacional.

O Brasil tem proposto a redução da tarifa externa comum (TEC) em 10% para todos os produtos, enquanto a Argentina defende que apenas parte das mercadorias sejam incluídas na redução.

– Nós vamos ficar firmes nessa posição. E a Argentina parece que está muito firme em uma posição antagônica à nossa – ressaltou Guedes sobre as disputas internas no bloco.

As divergências também são sobre a forma de tomada de decisão dentro do bloco. Atualmente, todas as decisões são tomadas a partir de consenso entre os quatro países membros.

– É exigido unanimidade para fazer mudança no Mercosul, e eles transformam isso em vetos. Na verdade, tem três querendo fazer a modernização do Mercosul: Brasil, Paraguai e Uruguai. E Argentina está em um momento muito especial, muito delicado, e nós compreendemos – comentou o ministro sobre o tema.

PRIVATIZAÇÕES

Sobre a política econômica brasileira, Guedes voltou a defender as privatizações das empresas estatais como um dos eixos norteadores do planejamento de longo prazo.

– Continuar com as privatizações: Petrobras, Banco do Brasil. Todo mundo entrando na fila, sendo vendido, e isso sendo transformado em dividendos sociais – destacou.

O ministro da Economia ressaltou ainda que, nos últimos dois anos e meio, foram feitas privatizações que totalizam de R$ 240 bilhões. A expectativa de Guedes é de que, nos próximos meses, sejam aprovadas as vendas de grandes empresas estatais, como a Eletrobras e os Correios.

– O plano é transformar o Estado brasileiro, contar mais com os investimentos privados, acelerar as desestatizações – acrescentou.


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