Política

Nova Iguaçu aciona Lindbergh Farias na Justiça por dívida de quase R$ 5 milhões

Prefeitura de Nova Iguaçu ajuíza três execuções fiscais contra Lindbergh Farias totalizando R$ 4,97 milhões por condenações do TCE-RJ durante sua gestão

Lindbergh Farias é alvo de execução fiscal de R$ 5 milhões movida pela Prefeitura de Nova Iguaçu

Três ações de ajuizadas no fim de abril pela Prefeitura de Nova Iguaçu, na Região Metropolitana do , cobram do Lindbergh Farias (PT-RJ) um total de R$ 4,97 milhões. Os valores estão inscritos na dívida ativa do município e já incluem multa, correção monetária e juros sobre os montantes originais.

Origem das dívidas: condenações do TCE-RJ

Conforme a Procuradoria-Geral de Nova Iguaçu, os débitos têm como base condenações impostas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). As penalidades estão vinculadas a irregularidades detectadas no período em que Lindbergh Farias administrou a cidade, entre 2005 e 2010. O petista deixou a prefeitura antes de concluir o segundo mandato para concorrer a uma cadeira no Senado Federal nas eleições de 2010.

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Pagamento em cinco dias ou penhora de bens

As ações determinam que o parlamentar efetue o pagamento em até cinco dias. Caso a dívida não seja quitada, a Justiça pode ordenar a penhora de bens e o bloqueio de ativos financeiros do deputado. As informações são da coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo.

Histórico de ações judiciais contra adversários políticos

Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias costuma recorrer ao Judiciário para contestar atos de rivais ou decisões de outras esferas do poder público. Em abril, ele peticionou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a decretação da preventiva do ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro. A justificativa apresentada foi de que o filho do ex-presidente estaria provocando autoridades dos Estados Unidos para interferirem nas eleições brasileiras.

Denúncia contra Sergio Moro rejeitada pelo STF

Ainda no mês passado, o STF rejeitou uma denúncia apresentada por Lindbergh contra o senador Sergio Moro (PL-PR). A decisão seguiu parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O caso estava vinculado ao inquérito das milícias digitais.

Representação eleitoral contra Gilson Machado Neto e Flávio Bolsonaro

Em fevereiro, o deputado levou ao Tribunal Superior Eleitoral uma representação contra o ex-ministro Gilson Machado Neto (Podemos-PE) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A alegação era de que ambos teriam realizado propaganda eleitoral antes do prazo permitido pela legislação.


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