Política

Nikolas vence de novo: Justiça rejeita recurso do PT e mantém decisão favorável ao deputado

Tribunal de Justiça do DF rejeitou embargos do PT e manteve decisão que isentou Nikolas Ferreira por chamar Domingos Brazão de petista

Tribunal entendeu que deputado não ultrapassou limites legais ao chamar Brazão de “petista” em publicação nas redes sociais

A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou embargos de declaração apresentados pelo Partido dos Trabalhadores e confirmou a decisão que havia rejeitado a condenação do (PL-MG). Com isso, o parlamentar mineiro soma mais um resultado positivo na disputa judicial com a legenda.

Origem do processo: publicação nas redes sociais

A ação foi motivada por uma postagem de Nikolas nas redes sociais em que ele classificava Domingos Brazão — apontado como mandante do assassinato da vereadora — como “petista”. O PT considerou que a declaração prejudicava a honra e a imagem institucional do partido e recorreu, alegando que o acórdão apresentava omissões e contradições ao dar peso à liberdade de expressão sem considerar a proteção à legenda.

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Fundamentação do relator

Relator do caso, o Fernando Habibe concluiu que as manifestações do deputado não excederam os limites legais. Na avaliação do magistrado, Nikolas em nenhum momento declarou que Domingos Brazão fosse filiado formalmente ao PT. O uso do termo “petista”, segundo Habibe, admite interpretações mais amplas.

“Asseverou-se apenas que ele é petista, o que pode ser entendido como pessoa simpática a esse partido ou dele eleitora”, escreveu o desembargador.

Registros públicos reforçam percepção de afinidade

O relator ainda mencionou que existem registros públicos que sustentam a percepção de proximidade política entre Brazão e o partido. Entre eles, uma fotografia em que Brazão aparece vestindo camiseta com a imagem de candidata do PT à Presidência e o número 13, símbolo tradicional da legenda.

Publicações não vinculam o PT aos assassinatos

Outro ponto destacado pelo desembargador Fernando Habibe foi a ausência de qualquer menção, nas publicações de Nikolas, a uma suposta ligação entre o PT e os homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes.

“Em suma, dos textos publicados não consta, sequer a título sugestivo, que o PT tem algum vínculo com os homicídios”, afirmou o magistrado.

Decisão unânime do colegiado

Com a dos embargos de declaração, o colegiado manteve integralmente o entendimento de que as declarações do deputado se enquadram no exercício da liberdade de expressão, sem configurar ofensa à honra do partido. A decisão representa nova derrota judicial para o PT nesse processo contra Nikolas Ferreira.


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