Deputado federal associa trajetória do indicado ao governo Lula e cobra posicionamento público dos parlamentares antes da votação secreta
A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a gerar embate político nesta quarta-feira, 29. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo nas redes sociais em que critica duramente a escolha e cobra dos senadores que se manifestem publicamente antes da votação no plenário — que ocorrerá em formato secreto.
Pressão sobre o Senado e exigência de transparência
Um dos eixos centrais do pronunciamento de Nikolas foi a cobrança direcionada aos senadores. Segundo o deputado, como a votação será sigilosa, a única maneira de garantir transparência ao processo é a manifestação antecipada de cada parlamentar. “O senador que aprovar essa indicação estará dizendo sim para tudo isso”, declarou.
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O congressista mineiro defendeu que os contrários ao nome de Jorge Messias deixem sua posição clara antes da deliberação. Ao encerrar o vídeo, retomou o questionamento que deu o tom de toda a fala: “Será que ele vai ser imparcial? Será?. O povo brasileiro não esquecerá”, concluiu.
Episódio da Lava Jato e o apelido “Bessias”
Durante a gravação, Nikolas recuperou um episódio da Operação Lava Jato que marcou a trajetória do indicado. O parlamentar lembrou o diálogo envolvendo a ex-presidente Dilma Rousseff e Lula que rendeu a Messias o apelido de “Bessias”. Na avaliação do deputado, tratou-se de “uma manobra para dar a Lula foro privilegiado e blindá-lo das investigações”.
Vínculo com o presidente e questionamento sobre o papel do STF
Nikolas Ferreira também atacou o que considera proximidade excessiva entre o indicado e o chefe do Executivo. “É mais um amigo do Lula sendo indicado para o STF“, afirmou. Em outro momento, ampliou a crítica para o papel institucional da Corte: “O tribunal deveria guardar a Constituição e ser imparcial”.
Tese de doutorado sob suspeição
Para reforçar o argumento de que Messias não teria independência, o deputado recorreu à produção acadêmica do indicado. “O nome de Lula aparece 54 vezes em sua tese de doutorado”, afirmou, sugerindo que isso revelaria um comprometimento ideológico incompatível com a função de ministro do STF.
Atuação na AGU sob escrutínio
A passagem de Messias pela Advocacia-Geral da União (AGU) também foi alvo de questionamentos. Nikolas abordou uma manifestação relacionada a resolução do Conselho Federal de Medicina e indagou: “Mas como alguém que se disse é contra o aborto, pode assinar o parecer facilitando sua prática?”.
Falta de transparência e pagamentos bilionários
Outro ponto levantado pelo deputado foi a interrupção na divulgação de dados da AGU. Segundo ele, informações que qualquer cidadão podia consultar mensalmente no portal da transparência deixaram de ser publicadas por meses. “Nesse período, os pagamentos somaram R$ 2,5 bilhões, e a justificativa foi a incompatibilidade de sistemas”, pontuou Nikolas.
É hoje: cobre o seu Senador. O Brasil está atento. pic.twitter.com/YJtseFJK4K
April 29, 2026