Deputado afirmou ter bancado a ida à estreia do Brasil na Copa do Mundo com recursos próprios e provocou adversários políticos
A presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no MetLife Stadium, em Nova Jersey, para assistir à estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 gerou repercussão política nas redes sociais. Alvo de acusações de que teria usado dinheiro público na viagem aos Estados Unidos, o parlamentar mineiro reagiu com ironia e provocações direcionadas à esquerda e à primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja.
Resposta às críticas sobre os custos da viagem
Em vídeos publicados nos stories do Instagram, o congressista foi enfático ao negar qualquer uso de verba pública no deslocamento. Segundo ele, todos os gastos foram arcados com recursos pessoais.
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“Teve um pessoalzinho aí da esquerda falando: ‘Nikolas está indo com dinheiro público’. Gente, eu não me chamo Janja, vocês estão me confundindo”, declarou o deputado. “Aqui não tem dinheiro público não, papai, chora. Estão com inveja porque eu posso vir de boa, andar no meio das pessoas, assistir a um jogo, voltar daqui a pouco para casa.”
Provocações políticas dentro e fora do estádio
Além de se defender, Nikolas Ferreira aproveitou a passagem pelo estádio norte-americano para interagir com torcedores e produzir conteúdo de teor político.
Camisa com mensagem contra Lula
O deputado abordou um torcedor brasileiro que usava uma camisa da seleção com a frase “Lula ladrão” estampada nas costas. Nikolas classificou o uniforme como o “mais bonito” do local.
Associação entre Marrocos e o PT
Antes do apito inicial, o parlamentar gravou um vídeo associando a seleção adversária, o Marrocos, ao Partido dos Trabalhadores. A provocação se baseou na bandeira do país africano — vermelha com uma estrela no centro — e na data da partida, realizada em um dia 13, número eleitoral do PT. “Só ganha da gente hoje no tapetão”, disse.
Retorno ao Brasil e silêncio do Planalto
O deputado destacou que a viagem foi breve e que deve retornar ao Brasil nos próximos dias para retomar suas atividades legislativas na Câmara dos Deputados.
Até o momento da publicação da reportagem, nem o Palácio do Planalto nem a assessoria da primeira-dama haviam se pronunciado sobre as declarações do congressista.