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“Nem aposentado passa ileso nesse governo Lula”, diz Nikolas após escândalo no INSS

Deputado critica gestão petista após PF revelar fraude bilionária em aposentadorias e pensões

Deputado critica gestão petista após PF revelar fraude bilionária em aposentadorias e pensões

O deputado federal (PL-MG) reagiu com ironia ao escândalo revelado nesta quarta-feira (23) pela Polícia Federal, que desmantelou um esquema de fraude bilionária no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em postagem na rede social X (antigo Twitter), o parlamentar criticou duramente o governo do presidente Luiz Inácio da Silva (PT):

“Nem aposentado passa ileso nesse governo Lula. Vai todo mundo se ferrar, cumpanheiro.”

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A Operação Sem Desconto, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), investiga a cobrança irregular de R$ 6,3 bilhões em descontos aplicados diretamente nos benefícios previdenciários entre 2019 e 2024 — 90% deles sem autorização dos beneficiários, segundo os investigadores.


Presidente do INSS é afastado

O escândalo já teve consequências administrativas. O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, indicado por Lula e nomeado em julho de 2023, foi afastado por decisão judicial. O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), admitiu a responsabilidade pela indicação:

“A indicação foi minha, de inteira responsabilidade. Ele vinha me dando todas as demonstrações de ser exemplar.”

Além de Stefanutto, outros cinco servidores do INSS também foram afastados, e o diretor de Benefícios da autarquia, André Fidelis, foi exonerado do cargo.


Megaoperação mobiliza centenas de agentes

A ofensiva da PF contou com 700 policiais federais e 80 servidores da CGU, que cumpriram 211 mandados de busca e apreensão, seis de prisão temporária e ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão. As ações foram realizadas no Distrito Federal e em 13 estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Ceará e Rio Grande do Sul.

As fraudes consistiam em descontos não autorizados feitos diretamente nas folhas de pagamento de aposentadorias e pensões, sob a justificativa de mensalidades associativas — como planos de saúde, seguros e auxílios-funeral.


Auditoria aponta explosão de irregularidades na gestão Lula

De acordo com Vinícius Marques, representante da CGU, a auditoria revelou uma escalada nos valores descontados a partir de 2023, já sob o governo Lula. Veja os dados:

  • 2016: R$ 413 milhões
  • 2017: R$ 460 milhões
  • 2018: R$ 617 milhões
  • 2019: R$ 604 milhões
  • 2020: R$ 510 milhões
  • 2021: R$ 536 milhões
  • 2022: R$ 706 milhões
  • 2023: R$ 1,299 bilhão
  • 2024: R$ 2,8 bilhões

Mais de 1.300 aposentados foram ouvidos, e 90% deles não sabiam que seus benefícios estavam sendo descontados. “Alguns só descobriram durante a entrevista”, afirmou Marques.


Crimes investigados e possíveis penas

Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e falsificação de documentos públicos. A expectativa é de que o Ministério Público apresente denúncias nas próximas semanas, conforme o avanço das apurações.


Impacto político e críticas da oposição

O escândalo expõe uma nova crise dentro da estrutura do governo Lula, atingindo diretamente uma das áreas mais sensíveis: a Previdência Social. Parlamentares da oposição têm utilizado o caso para denunciar o descaso da atual gestão com os aposentados, e reforçar o discurso de aparelhamento e incompetência administrativa.

Nikolas Ferreira, um dos deputados mais votados do país, sintetizou a indignação crescente:

“Nem os idosos escapam do ‘cumpanheirismo’. E o povo ainda paga a conta.”


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