Justiça

Mulher trans é aprovada na PM de Santa Catarina após Justiça autorizar teste com critério feminino

Dannyele Catherine foi aprovada no concurso da PM de Santa Catarina após decisão judicial que autorizou teste de aptidão física com critérios femininos

Dannyele Catherine já iniciou o curso de formação no Sexto Batalhão da PM em Lages após disputa judicial

Na última semana, a mulher transexual Dannyele Catherine de Barradas Oliveira deu início ao curso de formação no Sexto Batalhão da em Lages, . A conquista veio após uma batalha judicial para garantir que ela pudesse realizar a prova de aptidão física do concurso da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) segundo os parâmetros femininos.

A origem do impasse judicial

Dannyele nasceu biologicamente homem e fez a transição para o gênero feminino na vida adulta. Em 31 de março, ela foi convocada para a prova de aptidão física, mas a corporação aplicou os critérios masculinos para sua avaliação. A PMSC justificou a decisão alegando que “o chamado, conforme o edital do devido concurso, é feito pelo nome constante no ato da inscrição e com comprovação através de documento”.

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Diante da situação, a advogada de Dannyele, Lenise Marinho Mendes Moura, ingressou com uma pedindo a reversão da decisão administrativa.

Decisão da Justiça e fundamentos legais

No processo, Dannyele apresentou exames médicos comprovando que se submete à terapia hormonal desde 2018 e que realizou de redesignação sexual de caráter irreversível. Apesar dessas mudanças, ela ainda não havia obtido a alteração em seu registro civil.

O Luiz Fernando Boller analisou o caso e decidiu a favor da candidata. Em sua fundamentação, afirmou que, ainda que a alteração não conste na carteira de identidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a autodeterminação é direito fundamental. Submeter a candidata ao teste masculino, segundo o magistrado, configuraria discriminação.

Reação de Dannyele e início da formação

Após a decisão favorável, Dannyele, que se define como “católica e conservadora”, revelou ter rezado “à nossa senhora que iluminasse a mente” do desembargador.

Em publicações recentes nas redes sociais, ela celebrou a aprovação no concurso e o começo da nova fase profissional. “Após todos os tormentos vividos no Piauí, enfim chegou o tão aguardado momento”, escreveu sobre o início do curso de formação. A candidata ainda expressou gratidão ao estado catarinense por tê-la acolhido.

Em outra mensagem, Dannyele compartilhou sua emoção:

“Vocês nem imaginam qual é o meu sentimento de poder servir a todos que aqui vivem… O meu muito obrigado ao melhor estado do Brasil para viver e ainda tem frio; será que é verdade que a mim foi concedida tamanha dádiva? Eu ainda estou por muitas vezes a me indagar!”


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Debate editorial

2 comentários

  1. Mas não é Santa Catarina o estado mais conservador do país? Ou é só lorota eleitoreira?

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