Caroline Pinto dos Santos, de 38 anos, ficou 25 dias internada com 65% do corpo queimado após incidente durante cerimônia religiosa em Realengo
A família de Caroline Pinto dos Santos exige que os responsáveis por sua morte sejam identificados e punidos. A mulher, de 38 anos, faleceu na manhã da quinta-feira (9) no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, depois de passar 25 dias internada com cerca de 65% do corpo atingido por queimaduras graves.
Imagens registram o momento do acidente
Vídeos gravados durante a cerimônia religiosa, realizada em um terreiro de candomblé em Realengo, também na Zona Oeste, revelam o instante em que o incidente aconteceu. Caroline aparece agachada perto de imagens religiosas quando um homem se aproxima de um recipiente em chamas e adiciona mais combustível. Uma forte labareda se forma imediatamente e atinge a vítima. A cena provoca pânico entre os presentes, que tentam apagar o fogo com água.
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Família cobra justiça e aponta omissão
A irmã de Caroline questiona a versão apresentada pelo zelador do terreiro, que teria alegado não saber do uso de combustível no ritual. Ela declarou:
– Eu quero justiça pela minha irmã. Os culpados sumiram. O zelador do terreiro disse que não sabia de nada. Como acontece uma coisa dessas e ele não sabe, sendo que estava presente?”
De acordo com os familiares, o homem responsável por despejar o combustível seria marido da líder religiosa que conduzia a cerimônia. Ambos desapareceram após o ocorrido e não foram mais localizados.
Yalorixá publica nota e desativa perfil nas redes
A mulher que se identifica como yalorixá (mãe de santo) chegou a divulgar um comunicado nas redes sociais antes de desativar sua conta. No texto, ela afirmou que o ritual tinha caráter particular e era conduzido exclusivamente por ela e pelo marido.
Na mesma nota, a yalorixá sustentou que o babalorixá responsável pelo terreiro não participou da condução do ritual e não tinha responsabilidade sobre a vida religiosa de Caroline. Ela classificou o episódio como um “acidente de natureza inesperada e imprevisível”, declarando que a ocorrência era “profundamente lamentável” e não poderia ser prevista.
Registro policial
O caso foi registrado na 35ª Delegacia Policial (Campo Grande), que investiga as circunstâncias da morte de Caroline Pinto dos Santos.
