Saúde

Mulher descobre raro tumor cerebral após anos acreditando sofrer sequela de acidente de carro

Sarah Bradley passou cinco anos achando que suas dores vinham de um acidente de carro, mas exame revelou raro tumor cerebral benigno

Sarah Bradley conviveu com dores por cinco anos antes de receber diagnóstico que mudou sua vida

Dores no pescoço, tonturas constantes e enxaquecas frequentes. Durante cinco anos, a inglesa , de 39 anos, moradora de Somerset, na Inglaterra, estava convencida de que tudo era consequência de um sofrido em 2018. A colisão lhe causou uma lesão cervical, e os sintomas pareciam se encaixar perfeitamente nesse histórico.

O diagnóstico inesperado

Quando finalmente procurou um médico para investigar a piora do quadro, Sarah foi encaminhada para um exame de imagem. O resultado a pegou de surpresa: não se tratava de sequela do acidente. Uma ressonância magnética realizada em um hospital de Bristol revelou um no ventrículo lateral direito, com 4 cm de diâmetro.

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Em entrevista à revista “People”, Sarah contou que os sintomas incluíam “dores de cabeça e tonturas frequentes”. Para ela, que trabalhava como segurança, a explicação mais óbvia sempre foi o acidente.

“No início, eu não conseguia acreditar no que estavam me dizendo. Sempre fui ‘saudável’, nunca tinha sequer passado uma noite em hospital”, comentou ela.

O pânico e a reação ao diagnóstico

Em depoimento à entidade Brain Tumour Research, Sarah revelou o impacto emocional da notícia.

“Meu primeiro pensamento foi: vou morrer.”

Na visão da inglesa, tumores cerebrais não tinham cura, o que desencadeou uma onda de pânico. “Fiquei em choque por um bom tempo e acho que nunca consegui assimilar completamente”, declarou. Seu neurologista, porém, conseguiu tranquilizá-la sobre o prognóstico.

Cirurgia e diagnóstico favorável

A operação ocorreu em novembro de 2024. Após a biópsia, os médicos identificaram que Sarah tinha um , um tumor raro classificado como grau um. Trata-se de um tumor benigno do cérebro ou da medula espinhal, que geralmente cresce de forma lenta e costuma ser descoberto por acaso em exames de imagem.

“Disseram-me que era um dos melhores tipos de tumor que se podia ter, e as palavras finais da minha equipe foram: ‘Vá viver a sua vida'”, relembrou ela no comunicado da organização sem fins lucrativos.

Mulher descobre raro tumor cerebral após anos acreditando sofrer sequela de acidente de carro
Sarah Bradley antes e depois da para retirada de tumor cerebral — Foto: Reprodução/Brain Tumour Research

Vida após o tumor: rumo à remissão

Decidida a compartilhar sua trajetória como exemplo de superação e otimismo, Sarah tornou sua história pública. A ressonância magnética de acompanhamento mais recente foi realizada em novembro de 2025, e em janeiro deste ano ela recebeu a notícia de que não havia vestígios do tumor. Um novo exame está programado para novembro. Caso o resultado seja negativo, a remissão será oficialmente decretada.

“Eu não diria que voltei a ser como era antes do diagnóstico, mas estou chegando lá”, disse ela.


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