Brenda Larissa Maia sofria de fibromialgia e cardiopatia; Prefeitura abriu investigação e Polícia Civil instaurou inquérito
Um vídeo gravado por Brenda Larissa Maia, de 32 anos, viralizou nas redes sociais no fim de semana ao mostrar corredores e salas vazias de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A paciente criticava a demora e a falta de profissionais na unidade de saúde. Horas após a gravação, ela veio a óbito.
Causa da morte e histórico de saúde da paciente
O laudo médico apontou embolia pulmonar como causa do falecimento. Brenda havia procurado a UPA com fortes dores no peito. Segundo familiares, ela convivia com fibromialgia e cardiopatia — condições que, na avaliação da família, exigiam atenção médica imediata e cuidadosa.
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Família denuncia negligência e registra boletim de ocorrência
Os parentes de Brenda sustentam que ela não recebeu atendimento adequado na unidade. A família registrou um boletim de ocorrência e declarou ter recebido versões conflitantes sobre as circunstâncias que levaram à morte da paciente. A suspeita levantada pelos familiares é de negligência médica.
Posicionamento da Prefeitura de Ribeirão das Neves
Nesta segunda-feira, 8, a Prefeitura de Ribeirão das Neves divulgou nota oficial sobre o caso. A administração municipal informou que abriu uma investigação interna para apurar os fatos e que acompanha a situação de perto. Conforme a gestão, Brenda teria recebido atendimento médico na unidade antes de ser transferida.
A prefeitura também afirmou que vai analisar imagens, prontuários e depoimentos dos profissionais envolvidos no atendimento. A administração disse aguardar a conclusão das apurações para prestar esclarecimentos definitivos sobre o ocorrido.
Inquérito policial e repercussão nas redes
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para investigar o caso. Nas imagens que circularam amplamente pela internet, Brenda aparece relatando salas vazias e questionando a estrutura da UPA enquanto aguardava atendimento.
A repercussão do vídeo reacendeu o debate sobre as condições do atendimento de urgência na rede pública de saúde da região metropolitana de Belo Horizonte.