Ex-ministro de Lula pode aceitar convite do PSDB para disputar Presidência
O presidente Lula enfrenta um cenário eleitoral mais apertado do que esperava para 2026. As pesquisas mostram que ele ainda lidera no primeiro turno, mas está perdendo ou empatado tecnicamente no segundo turno com Flávio Bolsonaro, chegando até mesmo a aparecer atrás do senador em levantamentos do Datafolha (46% a 45%) e da Genial/Quaest (42% a 40%).
A estratégia de popularidade não cola
Para tentar reverter o quadro, o presidente apostou em medidas populares: ampliou linhas de financiamento habitacional e reduziu tributos para segurar o preço dos combustíveis. Ao mesmo tempo, intensificou as articulações políticas nos estados, com foco especial no Ceará.
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O estado nordestino virou obsessão para Lula. O governador petista Elmano de Freitas pode ser derrotado por Ciro Gomes (PSDB), ex-ministro que ajudou o próprio Lula a enfrentar a crise do mensalão no primeiro mandato, mas que hoje é adversário declarado do presidente.
A situação é tão crítica que Lula já colocou Camilo Santana, ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, de sobreaviso para substituir Elmano caso este não cresça nas pesquisas. Segundo o Paraná Pesquisas de março, Ciro tem mais de dez pontos de vantagem sobre o petista.
O fantasma da candidatura presidencial
Mas o problema pode ser ainda maior. Na terça-feira 14, Aécio Neves, presidente do PSDB, convidou Ciro Gomes para concorrer à Presidência da República em 2026. O ex-ministro disse que vai pensar no convite.
Uma eventual candidatura de Ciro representaria um duplo problema para Lula. Primeiro, porque ele não economiza críticas ao governo petista. Segundo, porque historicamente seu eleitorado vem da esquerda – exatamente onde Lula busca consolidar sua base para a reeleição.
O PSDB aposta que há espaço para uma candidatura de centro e que Ciro pode ajudar a eleger uma bancada maior de deputados federais. O ex-ministro já concorreu ao Planalto quatro vezes: em 1998, 2002, 2018 (quando ficou em terceiro com 12% dos votos) e 2022 (não chegou a 4%).
A rixa entre Lula e Ciro vem de longe. Em 2010, o petista conseguiu convencer o PSB a desistir da candidatura do ex-ministro contra Dilma Rousseff. Agora, mais de uma década depois, o antigo aliado pode voltar a incomodar o presidente numa corrida eleitoral que já não parece tão fácil quanto se imaginava.
É ele mesmo, ou o amigo dele?!!!