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Morte de jovem queimada em terreiro de candomblé: vítima não teria recebido socorro dos responsáveis pelo ritual

Caroline Pinto dos Santos morreu após ter 65% do corpo queimado em terreiro de candomblé no Rio e não teria recebido socorro dos responsáveis

Caroline Pinto dos Santos teve 65% do corpo queimado após explosão provocada por etanol despejado sobre chamas durante cerimônia religiosa no Rio de Janeiro

Testemunhas apontam omissão de socorro

Depoimentos colhidos pela polícia revelam que não recebeu qualquer auxílio dos condutores da cerimônia religiosa após sofrer queimaduras gravíssimas em um terreiro de candomblé na do Rio de Janeiro. De acordo com relatos, a jovem precisou usar um lençol para apagar as chamas que consumiam seu próprio corpo. Somente depois disso, um irmão de santo a levou ao hospital.

Como ocorreu a explosão

Gabriel Pimentel, marido da yalorixá Thayane Alves, foi quem despejou etanol em uma cumbuca que já estava em chamas. O ato, feito a pedido de Thayane, causou uma explosão imediata que atingiu a vítima. Testemunhas afirmaram à polícia que Gabriel ignorou advertências expressas do proprietário do terreiro, que havia proibido material inflamado no local.

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Versão da yalorixá e contradições nos depoimentos

Antes de desativar seus perfis em redes sociais, Thayane Alves se pronunciou publicamente e classificou o episódio como um “imprevisível”. Ela assumiu a liderança do ritual privado ao lado do marido e isentou o dono do terreiro de qualquer envolvimento na decisão de utilizar o combustível.

A versão apresentada por Thayane, porém, é contestada por relatos de testemunhas. Segundo os depoimentos, teria sido ela própria quem ordenou a busca do material inflamável no carro. Além disso, há indicações de que Thayane pretendia filmar a cerimônia para publicar em suas redes sociais.

Vítima deixa três filhas

Caroline Pinto dos Santos faleceu após ter 65% do corpo queimado. Ela deixa três filhas, com idades entre 5 e 16 anos. O sepultamento aconteceu no último sábado (11), no Cemitério Jardim da Saudade de Paciência.

Investigação em andamento

O caso está sob da Polícia Civil, conduzida pela 33ª DP (Realengo). As autoridades seguem apurando as circunstâncias da morte e a dos envolvidos no ritual que resultou na tragédia.


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