Moraes dá 24 horas à polícia do PR e cobra explicações sobre transferência de Martins

Moraes cobra explicações e relatórios sobre transferência e atividades de Filipe Martins no Paraná.
Foto: Reprodução/Redes sociais

Ministro do STF exige justificativa formal e relatórios completos sobre visitas e atividades do ex-assessor de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 27, que a Polícia Penal do Paraná esclareça, no prazo de 24 horas, os motivos que levaram à transferência de Filipe Martins para o Complexo Médico Penal do Estado.

Na decisão, o magistrado apontou que o órgão estadual deve explicar por que não solicitou autorização prévia da Corte antes de realizar a mudança de unidade prisional. Martins está preso preventivamente desde 2 de janeiro e foi transferido poucos dias após a detenção.

Quando efetuou a mudança, a Polícia Penal alegou que o custodiado possui “histórico de exercício em função pública”, condição que, segundo o órgão, poderia representar risco diferenciado caso permanecesse em convívio com a população carcerária comum.

Relatórios detalhados em 24 horas

Além de exigir esclarecimentos formais sobre a transferência, Moraes estabeleceu nova determinação. Tanto a Cadeia Pública de Ponta Grossa quanto o Complexo Médico Penal deverão encaminhar, também no prazo de 24 horas, um relatório minucioso.

O documento deve detalhar todas as atividades desempenhadas por Filipe Martins desde o início do cumprimento da preventiva, incluindo informações sobre visitas e atendimentos recebidos no período.

Condenação de Filipe Martins

A situação judicial do ex-assessor ganhou novo desdobramento em dezembro de 2025. Na ocasião, a 1ª Turma do STF condenou Martins a 21 anos de prisão.

Ex-assessor da Presidência para Assuntos Internacionais no governo Bolsonaro, ele respondeu aos cinco crimes apresentados pela Procuradoria-Geral da República:

  • organização criminosa armada;
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano ao patrimônio da União;
  • e deterioração de bem tombado.

A decisão da Corte consolidou a responsabilização penal de Martins no âmbito das investigações conduzidas pelo Supremo.


1 comments
  1. Inacreditável. O país inteiro sabe que é uma prisão ilegal, arbitrária e fraudulenta, e o congresso não faz a sua obrigação.

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