O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), discordou de uma tese defendida por Luís Roberto Barroso e Luiz Fux, que poderia reduzir em até 6 anos a pena de Jair Bolsonaro e de outros condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
A proposta de Barroso e Fux
Segundo os dois magistrados, os crimes de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito teriam características semelhantes. Por isso, seria possível considerar que o crime mais grave (golpe de Estado) absorvesse o outro, evitando o que chamam de “punição dobrada”.
Na prática, a mudança teria de ser feita pelo Congresso Nacional, mas poderia impactar diretamente as penas dos réus. No caso de Bolsonaro, a condenação cairia de 27 anos para 21 anos.
A posição de Moraes
Moraes rejeita essa interpretação. Para ele, são condutas distintas: tentar dar um golpe de Estado é uma ação diferente de tentar abolir o Estado Democrático de Direito.
Em conversas internas no STF, Moraes defendeu que esse entendimento já foi confirmado pela maioria da Corte em julgamentos anteriores.
O impasse político e jurídico
Enquanto isso, a oposição pressiona para aprovar no Congresso uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que alcance todos os condenados do 8 de Janeiro, incluindo Bolsonaro. A maioria do STF, porém, considera que esse tipo de lei seria inconstitucional.
Meu Deus, tenha misericórdia desse cara, ele doido de pedra. Daqui por diante vai querer enfrentar Deus e achar que ele é que está certo.
Meu Deus, só o Senhor para parar este homem. Tenha misericórdia do Brasil.