Política

Ministro Gilmar Mendes pede investigação contra senador Alessandro Vieira por abuso de autoridade

Gilmar Mendes pede investigação contra Alessandro Vieira por abuso de autoridade após indiciamento no caso Banco Master pela CPI.

Ministro solicita investigação contra senador Alessandro Vieira por abuso de autoridade

O decano do (STF), ministro Gilmar Mendes, deve encaminhar pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de investigação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

A solicitação surge após o parlamentar, que atua como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, ter recomendado o indiciamento de Gilmar junto com outros integrantes do Poder Judiciário no do Banco Master.

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Acusações do relatório da CPI

No documento elaborado por Vieira, foram apontados indícios de envolvimento de quatro autoridades no caso da bilionária: os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relator sustenta que os magistrados e o PGR cometeram crimes de responsabilidade e condutas incompatíveis com o exercício do cargo, situações que poderiam ensejar processo de .

As recomendações da CPI fundamentam-se em elementos como suspeição em julgamentos, potenciais conflitos de interesse e decisões consideradas prejudiciais às investigações em andamento.

Específicos contra cada ministro

Contra Dias Toffoli, o relatório aponta que ele negociou a venda de sua participação em um resort para um fundo associado a Vorcaro e, mesmo assim, assumiu a relatoria do processo envolvendo o caso Master, sem declarar suspeição.

Alexandre de Moraes é acusado de favorecer Vorcaro ao buscar informações junto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a venda do Master ao Banco Regional de Brasília. O documento ressalta que Vorcaro era cliente de Viviane Barci, esposa do ministro, cujo escritório firmou contrato de R$ 129 milhões com o Master – valor considerado irreal no mercado jurídico brasileiro.

Em relação a Gilmar Mendes, o senador Alessandro Vieira o acusa de agir contra a honra e o decoro de suas funções ao tentar proteger colegas das investigações. Entre as decisões questionadas está o bloqueio da quebra de sigilo da empresa de Toffoli, proprietária do resort, e do Fundo Arleen, ligado a Vorcaro, em medidas vistas como corporativistas.

Resposta de Gilmar Mendes

Para o ministro Gilmar Mendes, o relator da CPI teria cometido “crime de abuso de autoridade” ao indicar o indiciamento dos magistrados e do procurador-geral.

Em postagem nas redes sociais, Gilmar criticou: “O pedido do relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de Ministros do STF sem base legal, nos leva a uma reflexão sobre o papel e os poderes das CPIs. Tanto pior quando o pedido flerta com arbitrariedades, como a criminalização de decisões que concedem habeas…”

Contexto do escândalo

Os nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli surgiram logo no início do escândalo envolvendo a fraude bilionária no Banco Master, que movimentou investigações em diversas esferas.

No caso de Paulo Gonet, a justificativa para sua inclusão no relatório foi a alegada omissão diante de sinais relevantes de irregularidades detectadas durante as investigações.

A reação dos ministros ao relatório da CPI foi de crítica ao documento, com questionamentos sobre a falta de base legal para as recomendações apresentadas pelo senador durante sessão da 2ª Turma do STF.


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